domingo, 29 de novembro de 2009

Habemus carro



Depois de muita procura, depois de comermos muita chuva, depois de vermos muitos carros e depois de muita gente nos ter tentado enganar, lá escolhemos um carro. Se calhar fomos enganados... é como os melões... só depois de uns tempos é que vamos saber, mas pelo menos escolhemos quem queríamos que nos enganasse.

É um Vauxhall (nome que eles aqui dão à Opel) Astra dos antigos, primeiro registo em 1998, experiente (83.000 milhas no lombo), cor de vinho tinto, com rádio letor de cds, pneus, vidros, volante, pára-brisas, faróis e bem estimado. No negócio ainda deu para incluir 6 meses de imposto e 1 ano de MOT (inspecção mecânica). Preço conseguido: £1000 (que é como quem diz 1100€).

Não é grande coisa mas também não fazia sentido gastar muito num carro com volante à direita que só será útil enquanto cá estivermos. E depois, por mil libras... queriam marisco, não?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Tina que era Tena



Sem ser tão cómodo como trabalhar em português, trabalhar usando a língua inglesa não tem sido muito problemático e, salvo um ou outro termo técnico, o meu vocabulário e gramática até têm dado para comunicar com algum à vontade.

Têm, no entanto, surgido, a miúde, uma ou outra situação engraçada. Principalmente ao telefone, e com nomes ou moradas de pessoas, que é quando as minhas dificuldades aumentam.

Hoje à tarde, toca o telefone e eu atendo. Do outro lado um senhor de idade tenta-me descrever uma situação. Não apanho tudo mas pelo meio percebo que ele tinha estado hoje de manhã na farmácia e que a situação tinha a ver com a sua filha: a sra. Tina Pats! Digo-lhe para esperar um bocado e pergunto a uma das minhas colegas se sabe alguma coisa sobre esta tal de Tina Pats... Gargalhada geral: não era Tina Pats. Era Tena Pants (que dito soa quase ao mesmo) e não se tratava do nome da filha do homem. Era mesmo o produto que ele queria: umas fraldas para incontinentes Tena Pants.

Contado tem pouca piada mas na hora ficou tudo a rir.  Em especial porque já não é primeira vez que me acontece: num dos primeiros dias pedi ajuda por causa de um telefonema sobre um tal de sr. Norm, primeiro nome Oxi. Quando pedi ajuda e expliquei que era para um tal de Oxi Norm deu gargalhada. É que Oxynorm é o nome comercial de um forte analgésico e não de uma pessoa.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Não aguentei...


...e tive mesmo de copiar para aqui este mail que recebi hoje. É um texto do melhor escritor cómico português e já tens umas semanas, mas o que este gajo escreve vale quase sempre a pena, e desta feita não é excepção:

"A MINHA PÁTRIA JÁ ESTÁ NO MUNDIAL

Bom, não estará completamente, mas para lá caminha. Não quero parecer demasiado optimista. É certo que faltam ainda uns dois jogos decisivos mas, em princípio, em breve fica tudo resolvido e a minha nação estará na África do Sul: Luisão e Ramires já se apuraram, Aimar e Di María (e, quem sabe, Saviola) também, Óscar Cardozo está igualmente qualificado, Quim, César Peixoto e Nuno Gomes podem estar quase, assim como Maxi Pereira, e o seleccionador de Javi Garcia já disse que o tem debaixo de olho.

Vai ser um Mundial em cheio, talvez como o de 1990, em que também estivemos presentes. Decorria a fase de grupos quando o meu primo me telefonou: «Estás a ver o jogo do Benfica?» Claro que estava. Boa parte das pessoas chamava-lhe Brasil-Suécia, mas era o jogo do Benfica: Ricardo Gomes, Mozer, Valdo, Schwarz, Thern e Magnusson como titulares, e Glenn Stromberg ainda entrou, para dar ao jogo um cheirinho a velhas glórias. Foi um belo desafio dos meus compatriotas. Espero que o próximo Mundial me traga mais desses.
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Talvez a maioria dos leitores não compreenda, mas sempre senti que o meu país é o Benfica. Sou português, claro, até porque o Benfica é português. Sou lisboeta, até porque o estádio da Luz fica em Lisboa. Mas a minha pátria é o Benfica. Sempre achei que pertencia mais ao país de Schwartz, Valdo e Filipovic do que ao de Fernando Couto, Jorge Costa e Sá Pinto. Os jogadores do Benfica são meus compatriotas; os da selecção nacional, nem sempre. Muito provavelmente, o leitor considerará que sou estranho, mas eu sinto-me muito mais compatriota de Ruben Amorim ou Fábio Coentrão do que de Liedson ou Pepe. É absurdo, eu sei, mas é assim.

Tenho estado a fazer uns tratamentos e aguardo resultados positivos em breve. Todos os dias, escrevo 10 vezes num caderno a frase «O Benfica não é obrigado a golear todos os jogos». E depois leio e finjo que acredito. Tudo isto serve para tentar moderar o entusiasmo, que é injustificado. O calendário tem sido favorável ao Benfica. Ainda não defrontou Porto, ou Sporting, o que já aconteceu com os outros. O Benfica limitou-se a dar três ao facílimo Paços de Ferreira (que empatou com o Porto) e dar quatro ao muito macio Belenenses (que empatou com o Sporting). Tudo jogos fáceis, claro. O avanço do Benfica não significa nada. Basta-me repetir esta frase um bom número de vezes e pode ser que passe a acreditar nisso. Os sportinguistas e portistas já conseguiram. Deve ser uma tarefa simples."
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Ricardo Araújo Pereira

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Quase a acabar o Training Period

Estamos de volta e agora para ficar. Depois de muito provavelmente o vizinho ter começado a perceber o porquê da sua net estar mais lenta e dos seus consumos terem aumentado, lá nos decidimos a pôr net por nossa conta.

Entretanto durante estes dias de ausência, e dois meses depois de ter iniciado o processo, fiquei finalmente registado na Royal Society e legalmente habilitado a exercer como farmacêutico no Reino Unido. Como é hábito por estes lados, o processo da Vanessa está inexplicavelmente atrasado. Começo a ter a certeza que a burocracia no UK se assemelha à 5ª Dimensão: por muito que faças tudo direitinho é sempre um mistério se as coisas vão correr bem ou atrasar...

Isto de estar finalmente registado dá-me jeito, em especial porque em princípio dentro de uma semana acabo o Training Period. Digo em principio porque ainda me falta conseguir fazer uma run de 1500 checks sem cometer ou deixar passar nenhum erro. Basicamente, trata-se de verificar em 1500 linhas de perscrição (1 linha = x caixas iguais), se o que foi dispensado (por mim ou por outros) está acordo com o que foi perscrito pelo médico e se foi correctamente etiquetado (tudo = quantidade, molécula, dose, forma farmacêutica, posologia, nome do utente e prazo de validade).

É básico mas para quem entra na farmácia às 8h30m da manhã e só dela sai às 18h30m, com trabalho a aparecer de todos os lados, há momentos em que o cérebro perde 1% da concentração e deixar passar qualquer coisa. Se esse momento coincidir com um erro do colega que fez a dispensa: é tramado. Em princípio 1500 checks correspondem a uma semana sempre a verificar, sem cometer erros. Comecei hoje mesmo uma contagem. Tenho uma semana para ver se despacho isto.

Depois disso... epá já não me apetece escrever mais hoje.

Esta continua a ser a aventura...

sábado, 14 de novembro de 2009

Acabou-se a mama


Acabou. Já não apanhamos a net do vizinho.

Desde sexta feira,13 de Novembro, que não conseguimos apanhar a net dele. Nem com protecção de password nem sem protecção. Eclipsou-se totalmente. Ainda pensámos que ele poderia ter desligado o modem por ser 6ª feira, 13 mas se assim fosse já o teria voltado a ligar. Mas não. Nem sinal...

Escrevo neste momento, sozinho, num McDonalds (que foi o único sítio que arranjei com net para poder ver o jogo de Portugal) para avisar que vão voltar a passar uns dias até pormos net.

Até já.

P.S. - O menino da foto acabou de marcar.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Problema aparentemente resolvido

Segunda-feira, não trabalhei de manhã. Cheguei à farmácia, às 14h00m e disseram-me que tinham ligado para lá de manhã, do Head Office, a perguntar o número de telefone da Vanessa. Como na minha farmácia acharam estranho, quando entrei perguntaram-me se tinha acontecido alguma coisa e eu tive de pôr o pessoal a par do que vos descrevi há uns posts atrás.
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Entretanto, por coincidência nesse dia tinha chegado o meu teste de Law and Ethics e Manager da minha farmácia (que é quem me orienta o Training Period) disse-me que era acessível. Vai daí fui fazê-lo o que fez com que passasse uns 40 minutos no andar de cima da farmácia.
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Quando desci, e (pressuponho) após alguns telefonemas entre a Manager da minha farmácia e o Area Manager, foi-me perguntado se me importava de trabalhar no mesmo local da Vanessa pois havia a hipótese de ela completar o estágio na minha farmácia. Disse que não, que para mim era o mesmo que trabalhar com qualquer outra pessoa, até porque seria por pouco tempo. Vai daí, está o problema aparentemente resolvido: a Vanessa acaba o estágio na minha farmácia (onde o pessoal é cinco estrelas). No fundo vão ser só umas semanas que vamos partilhar pois já não faltará muito para acabar o Training Period.
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P.S. - Passei no Law and Ethics (fotos tiradas, claro).
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P.P.S. - Gracias, pelos feedbacks que nos têm chegado relativos ao vídeo anterior.

domingo, 8 de novembro de 2009

E depois há estes...

Três horas depois de começar (o que dá a bela média de cerca de dois minutos de trabalho por cada segundo de filme), aí está o vídeo da tarde de ontem. Para quem conhece o trabalho do produtor, aproveito para avisar que não deu para arranjar todas as ferramentas necessárias e por isso não saiu nenhuma obra prima. Aproveita-se o o conteúdo...
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Assim sendo, e depois de mais uma vez lembrar o aviso aos espectadores mais sensíveis, aqui fica em exclusivo mundial o "Tardada de Singstar em Gloucester":
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Mas também há momentos bons...

...como a tardada de Singstar que hoje tivémos, já que lá fora estava um frio de rachar. Possivelmente amanhã, teremos documentos desta tarde, em exclusivo mundial neste blog.
A Direcção do blog aproveita, no entanto, a ocasião para apelar, desde já, aos espectadores mais sensíveis para não verem o que aí vem.

sábado, 7 de novembro de 2009

Também há momentos maus

As coisas do lado de cá vão mais ou menos... mal.

Pelo meu lado, o Conversion Period até corre bem. Tive sorte na farmácia onde calhei, onde já tiveram outros farmacêuticos na mesma situção e sabem o que isso é, e onde as pessoas tem sido cinco estrelas comigo. Dentro de algumas semanas, começará o tempo de Relief Manager e, depois, quando me sentir confiante acho que vou bater asas para outras possibilidades (a seu tempo escreverei sobre isso... ainda faltam uns meses).
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Pelo lado da Vanessa... tem sido pior. O entusiasmo à partida não era o mesmo e, para juntar a isso, teve o azar de calhar numa farmácia onde nunca tinham tido Conversion Pharmacists. Como tal têm sido pouco receptivos às suas normais necessidades de aprendizagem, têm-lhe criado um ambiente de pressão e parte da equipa tem mesmo sido um bocado hostil.
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Ela ainda aguentou muito mas agora achou que não dava mais. Vai daí, vai tentar falar com o Area Managager para mudar de farmácia para o Conversion Period. Esperemos que consiga. Se não conseguir vamos ter que ver o que fazemos. Há várias hopóteses em cima da mesa...