segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mais sobre a relva - III

Levei então as fotos anteriores, contei a história do que se tinha passado e, entre os franzir de nariz e os olhares de gozo face à minha falta de jeito, aconselharam-me a não pôr aquilo a trabalhar sem antes arranjar a coisa como deve ser.

Assim, no dia seguinte, uma senhora da minha equipa trouxe-me uma pequena peça que serve precisamente para unir fios eléctricos. Levei-a para casa (a peça... não a senhora), cortei definitivamente e mandei fora o trabalho da foto do post anterior, abri novo bocado do fio, expus os fios eléctricos de dentro dos pequenos fio azul e fio vermelho, usei a peça e o resultado, bem mais bem conseguido, foi o seguinte:



Bonzinho, não? Aliás, um trabalho de categoria. Depois disto, fechei com fita isoladora e ficou quase como novo. 

Posto isto, e com a moral restabelecida, comecei a contar a história ao meu grupo de amigos da Faculade, com quem, através do Whatsapp no telemóvel, falo quase todos os dias. E tal... que tinha tido "o azar" de cortar o fio do cortador de relva... e que a primeira solução não tinha sido muito boa... mas que agora, com o material certo tinha feito um trabalho de categoria... e que sou um cracalhão dos arranjos... provavelmente o melhor do mundo e arredores... etc. E fui enviando fotos. Inclusivamente a foto do trabalho final que é somente a pièce de résistance. Enviei então, cheio de orgulho a foto seguinte:


Ao que me respondem qualquer coisa do género: "Oh burro, mas porque é que deixaste os dois pares de buracos que não usaste, na estrutura?"

Dava para cortar!!!???? Aquela peça dava para cortar!!!??? PORRA!! Dava para ficar só com o que se usa. E eu não fui capaz de perceber isso. 

De modo que levei meia-horinha de gozo e agora tenho o primeiro corta-relvas do mundo com um mamilo no fio. Não voltei a abrir aquilo para arranjar porque achei importante manter algo que me lembre do quanto às vezes sou burro. Digamos que uma fonte de humildade para momentos de extrema basófia.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mais sobre a relva - II

Fez uma pequenina explosão a cortar o fio, soltou umas faíscas e morreu.

Primeira coisa que fiz: olhar à volta para perceber se alguém se tinha apercebido do meco que sou. Pareceu-me que não. Segunda: levar o cortador de relva para o jardim na parte de trás para, então aí, ver o que se podia fazer. Terceira: ficar cinco minutinhos a chamar-me burro. 

"Palavra d'honra! Estava a trinta segundos de acabar! Não é possível! É preciso ser muito burro!"

Mas, enfim, estava feito e não dava para apagar. Era hora de tentar remendar a questão. Para quem nunca passou com um cortador de relva por cima do fio do mesmo (recomendo como actividade a tentar naquelas tardes em que não dá nada de jeito na televisão), o fio preto, por dentro, contém mais dois: um azul e um vermelho, que por sua vez isolam uns pequenos fios (de cobre?) que conduzem a corrente.

O que o esperto fez foi começar por cortar a parte do fio que estava esfrangalhada. Depois remover um bocado do grande revestimento preto de cada um dos dois fios que agora tinha e remover também um bocado de plástico isolante azul e vermelho de cada um dos dois fios. Finalmente, com os fios de cobre expostos, foi só unir um lado com o outro (azul com azul e vermelho com vermelho... valha-nos isso!) e fechar. Eu sei... é um procedimento um bocado técnico e poderão não estar bem a perceber... mas eu também não disse que isto era para todos. No final... o resultado foi esta coisa esperta:


Liguei, a medo, à corrente. Pus, muito a medo, a trabalhar e deu.  E funcionava bem. 

No dia seguinte, no entanto, consciente de que aquilo era um trabalho muito tosco e pouco seguro, levei as fotos para a farmácia para pedir opinião às minhas colegas. 

(continua)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mais sobre a relva - I

Há momentos de que não nos orgulhamos. Esta história tem vários deles.

Passou-se há cerca de dois meses e envolve novamente o cortar da relva cá de casa. Só para sossegar mentes mais inquietas, entretanto a relva já foi cortada mais três vezes (na Primavera cresce rapidamente e eu preciso do "tapete" curtinho para treinar o fora-de-jogo), sem precalços de maior.

Mas dizia eu, há dois meses, e após um Inverno em que a relva pouco cresce, foi hora de a cortar pela segunda vez desde que aqui estamos. Tirei uma tarde de domingo para essa empreitada. Cheguei da Sunday League, fiz o arrozinho para acompanhar o salmão, comi, bebi o cafézinho e segui. Cortei sem problemas a parte de trás toda. De início um bocado apreensivo mas depois com aquela confiança (que me caracteriza) a crescer. Cheguei ao fim com a moral lá em cima. "Sim, senhor. Grande trabalho."

Segui para a parte da frente da casa que, para quem não conhece, tem só dois míseros quadrado de relva. Mas bota míseros nisso. São para aí três mesas de ping-pong, de cada lado. Nota: o meu rigor em medidas S.I. é largamente conhecido e não por bons motivos (uma vez a jogar Trivial - algo em que sou o melhor e o segundo melhor jogador do mundo - disse que uma bola de futebol pesava 1 Kg), de modo que para facilitar  tendo a criar as minhas próprias medidas. Uma mesa de ping-pong... é ir ao google ver a área.

Mas dizia eu, vou para a parte da frente, faço metade em grande, vou para a outra metade, acabo, olho para trás e reparo que havia uma parte que não estava mesmo como eu queria. Voltei para essa parte, mas distraí-me com a posição do corta-relvas, passei por cima do fio do mesmo, e...


Continua (...e acreditem que isto não é a pior parte).

sábado, 11 de maio de 2013

Rei da basófia

Bem sei que prometi só fazer um auto-elogio por trimestre mas, depois do rude golpe que levei à hora e meia e depois de ainda não ter aberto a boca para ninguém (falar sozinho ou com o armário da cozinha não conta, pois não?), achei que tinha direito a dar-me moral.

Ontem foi a festa de fim de época 2012/2013 do Kendal Road F.C.. Todos os anos faz-se uma tardada ou um lanche ajantarado para celebrar o fim da época e entregar alguns prémios. Eu fiz o turno na farmácia e, quando saí, às 22h30m, fui ter com a comandita ao bar onde eles costumam passar as tardes de domingo, a seguir aos nossos jogos. Típica festinha inglesa: comida de plástico e cerveja. 

E prémio de Melhor Marcador da Equipa para o "yours truly". Prémio porreirinho, pá. Acho que nunca tinha sido Melhor Marcador de nada. E porreirinho, especialmente, porque joguei meia época lá atrás, a central, e porque falhei alguns jogos para ir a Portugal. Depois, como ainda me sobrava uma mão: Melhor Jogador da Equipa, eleito pelos jogadores (no ano passado tinha ganho o Melhor Jogador eleito pelo Treinador).

Neste momento, estamos sinceramente a considerar mudar de casa porque, prevendo que eu ainda possa jogar algumas épocas, poderá não haver espaço para tanto troféu.

Na foto: eu, o treinador e os respectivos

segunda-feira, 22 de abril de 2013

As obras do mestre

Quando comprámos a casa havia algumas coisas a fazer para a colocar como queríamos.

Para as mais difíceis (aplicar chão, pintar quartos,...) contratámos alguém. Para as mais fáceis, eu tratei da empreitada. Segue-se o resultado da maioria das coisas que me meti a fazer:

Fig.1 - Tapa-Sol que não tapa o Sol

Fig. 2 - Cabide onde não se pode pendurar nada

Fig. 3 - Buracos para prateleiras que nunca levarão prateleiras

Fig. 4 - Obra-prima do Mestre. 
Resultado de um vidro de banheira mal instalado.

Conclusão: já contratámos alguém para vir colocar cortinas novas na sala, pintar a sala com outras cores, acrescentar cortinas nos quartos e, principalmente, solucionar os problema que eu criei. É melhor assim. O homem vai fazer bem num dia o que eu ia demorar uma semana non-stop a fazer mal. Estragando pelo caminho mais não sei quantas coisas. 

É certo que vou ter que ouvir a dona da outra metade da casa a dizer que eu sou um inútil nestas coisas, mas acho que vale a pena. É um preço pequeno para ficar com isto bem feito e não ter que me chatear. Epá, não tenho gosto para a bricolage e não tenho motivação para o desenvolver. 

sábado, 13 de abril de 2013

Meatloaf


Para mim: mítico. Muito mítico!

Fomos ontem ver Meatloaf, ao vivo, em Birmingham. Já tinha estado naquela arena com meia casa para ir com a Vanessa ver Britney Spears (eu sei...). Ontem estava cheínha. Nunca pensei.

É supostamente a última tornée mundial do homem e, portanto, provavelmente uma das minhas últimas oportunidades para o ver, ao vivo. Ele já está um bocado acabado, parece sempre a meio hambúrguer de ter um ataque cardíaco, tem um joelho pior que o Mantorras, coxeia um bocado, treme de vez em quando e a voz já não é o que era. Mas ainda foi gajo para mais de duas horas e meia de concerto a rasgar.

Para quem gosta, como eu, foi grande show. Para quem conhece pouco, como a Vanessa, deu para gramar a pastilha. Mas cada vez que penso nos não-sei-quantos mil a cantar o "Bat out of hell"... Muito mítico... Muito mítico...

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Blue (Da Ba Dee, Da Ba Dá)

No Tesco, todas as performances, números, orçamentos e objectivos são avaliadas sumariamente através de um sistema a que chamamos RAG. Red (para desempenhos que não atingem o objectivo), Amber (para desempenhos que falham o objectivo por pouco - geralmente por menos de 5%) e Green  (para objectivos atingidos).

Hoje foi dia de revisão anual da minha performance com o chefe. Eu levava a coisa bem preparada e tinha documentos a suportar o que lhe ia dizer. A juntar a isso o homem gosta de mim e a farmácia atingiu muita coisa este ano. Conclusão: deu-me uma avaliação Blue (que é dada quando a performance ultrapassa o atingir dos objectivos). Já esperava facilmente uma avaliação Green e, sabendo que ele vai com a minha cara e o quanto implementei na farmácia, talvez esta tal Blue. 

É justo. Razões:

- a equipa que trabalha comigo é, no geral, a melhor com que já trabalhei e isto também acaba por ser um reconhecimento do que atingimos juntos.

- o ano foi de facto muito bom para os números da farmácia, melhorámos a milhas muita coisa em comparação com o ano anterior (o tecnicamente chamado Like-for-Like), batemos inúmeros objectivos e eu implementei muitos processos que eram estranhos à equipa e que permitem aumentar lucros e/ou reduzir desperdício. Uma ressalva: melhorar o LFL não é grande avaria porque a farmácia é relativamente nova (tem dois anos e pouco), o que significa que está ainda em natural processo de crescimento.

- ao que parece fiz um bom trabalho em Burnham: os padrões que ajudei a implementar naquelas semanas iniciais e o treino que dei à nova equipa e aos farmacêuticos resultou nuns primeiros seis meses que aparentemente surpreenderam o meu chefe.

- o bom trabalho que faço enquanto responsável por um Indicador de Performance especifico (chamado NMS) em oitos das farmácias dele. É algo que requer alguma organização mas eu com duas folhas Excel que criei limpo aquilo com alguma facilidade... É um bocado minucioso e fastioso entrar em detalhe mas quem quiser pormenores eu partilho por mail.

- qualquer pergunta que ele me faça quanto à farmácia eu posso responder e apresentar um tracker ou um documento ou um mail ou um dossier a justificar a minha resposta. A capacidade de nunca me deixar apanhar "com as calças na mão" é uma medida do nível de organização com que a farmácia está. 

E agora que acabei o meu auto-elogio público do trimestre, vou ali tentar montar umas gavetas do IKEA que é para baixar a moral. Nada como ver a bela porcaria que faço cada vez que pego numa chave de parafusos, para me manter com os pés assentes na terra.

sábado, 30 de março de 2013

Veio todo


Há tardes em que tudo bate.

Ou como diria o meu primo Telmo: "É preciso é ter coragem para lá andar" (ele não diz bem coragem).

quarta-feira, 27 de março de 2013

Cirque du Soleil


Para continuar a alimentar o boato de que não fazemos nada da vida, ontem rumámos a Birmingham e, além da neve, fomos ver os rapazes do cartaz acima.

Não é um concerto. É um espectáculo de dança e ginástica. Não foi de tirar o fôlego mas teve momentos bastante bons. 

Daqui a umas semanas, um concerto que não diz nada de nada à Vanessa mas que eu gostava de ver antes do gajo dar as últimas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Maurícias II - Praiúca

Estive agora a rever as fotos para colocar umas fotos de praia e constato que:

1 - Quase não tirei fotos: o que é bom sinal, pois significa que estive mais interessado em aproveitar do que em andar a tirar fotografias.

2 - Vai sendo hora de comprar uma máquina fotográfica porque as poucas que tirei com uma máquina fotográfica/de filmar/todo-o-terreno/faz-tudo-e-afinal-não-faz-nada estão uma bela cagada e não fazem juz aos sitíos por onde andei. 

As prais nas Maurícias são todas públicas e a maltinha podia chegar a todas através do carro que alugámos. Chegar era fácil, o regresso é que já custava mais. A conduzir de noite (estão perto do Equador, anoitece às 18h30m), por estradas aos S's, sem luz (nas Maurícias há pouquíssimas vias rápidas e só essas têm uns postes de iluminação, de vez em quando).

Mas de facto, estive em algumas das praias mais bonitas da minha vida. De entre várias onde a carripana nos levou, destaco Le Morne e Ile Aux Cerfs. Ile Aux Cerf para mim foi uma coisa astronómica. Praia fantástica mesmo, com água quente, bancos de areia branca, uma parte que parecia praia fluvial, árvores a três metros da água,... uma loucura. Pena as fotos não dizerem isso. 






Le Morne - versão Google

 Ile Aux Cerfs - versão Google