quarta-feira, 27 de março de 2013

Cirque du Soleil


Para continuar a alimentar o boato de que não fazemos nada da vida, ontem rumámos a Birmingham e, além da neve, fomos ver os rapazes do cartaz acima.

Não é um concerto. É um espectáculo de dança e ginástica. Não foi de tirar o fôlego mas teve momentos bastante bons. 

Daqui a umas semanas, um concerto que não diz nada de nada à Vanessa mas que eu gostava de ver antes do gajo dar as últimas.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Maurícias II - Praiúca

Estive agora a rever as fotos para colocar umas fotos de praia e constato que:

1 - Quase não tirei fotos: o que é bom sinal, pois significa que estive mais interessado em aproveitar do que em andar a tirar fotografias.

2 - Vai sendo hora de comprar uma máquina fotográfica porque as poucas que tirei com uma máquina fotográfica/de filmar/todo-o-terreno/faz-tudo-e-afinal-não-faz-nada estão uma bela cagada e não fazem juz aos sitíos por onde andei. 

As prais nas Maurícias são todas públicas e a maltinha podia chegar a todas através do carro que alugámos. Chegar era fácil, o regresso é que já custava mais. A conduzir de noite (estão perto do Equador, anoitece às 18h30m), por estradas aos S's, sem luz (nas Maurícias há pouquíssimas vias rápidas e só essas têm uns postes de iluminação, de vez em quando).

Mas de facto, estive em algumas das praias mais bonitas da minha vida. De entre várias onde a carripana nos levou, destaco Le Morne e Ile Aux Cerfs. Ile Aux Cerf para mim foi uma coisa astronómica. Praia fantástica mesmo, com água quente, bancos de areia branca, uma parte que parecia praia fluvial, árvores a três metros da água,... uma loucura. Pena as fotos não dizerem isso. 






Le Morne - versão Google

 Ile Aux Cerfs - versão Google

segunda-feira, 18 de março de 2013

Maurícias I - Selva

A maltinha foi de férias uma semana. Fomos dia 9 e voltámos hoje. Ilhas Maurícias: um paraíso de natureza e praias idílicas a meio do Oceano Índic. Ali como quem vai para o Pólo Sul mas vira em Madagáscar, logo depois do café do Barbosa.

Não há muito a dizer. Alugámos uma carripana e andámos a conhecer a ilha principal. Ficam algumas fotos.












sexta-feira, 8 de março de 2013

Já não tenho vinte anos

Além da Sunday League, agora tenho um outro futebolzinho regular. O Levy, que é um gajo que parece o Barack Obama jovem e joga nos Kendal Road comigo, andava-me sempre a chatear a cabeça para jogar num torneio de 5-a-side. Houve uma semana que eu fiquei sem desculpas para me livrar dele e tive mesmo de ir. A coisa repetiu-se passado duas semanas e agora já não é fácil dizer que não.

Portanto, desde há uns meses que, às quintas-feiras à noite (no meu caso, apenas de duas em duas semanas, porque semana-sim, semana não, saio da farmácia às 22h30m), jogo numa equipa cujo nome não sei, num torneio de 5-a-side. O 5-a-side inglês é um joguinho interessante: campo de relva sintética, indoor, pequeno (para quem conhece tem a largura dos campos de dentro do N10 e o comprimento de 3/4 do mesmo), com tabelas a toda a volta (bola nao sai), com a bola a não poder levantar da altura do peito e onde só o GR pode tocar na bola dentro da área. Tudo isto deriva num jogo muito rasgadinho, com poucos espaços, a pedir qualidade técnica e fortes acelerações e uma intensidade que já me vai fazendo mossa.

O primeiro dia que lá joguei, pensando que ainda tinha vinte anos, entrei a matar. A correr o campo todo, a dar linhas de passe a todo o gajo que tinha a bola, a sprintar para trás e para a frente nas transições,... Durei 6-7 minutos até pedir para sair um bocado. 

Já apanhei equipas fraquinhas mas também já apanhei equipas boas. Ainda ontem apanhei uma equipa bem jeitosinha: tudo gajos de vinte e poucos anos, cheínhos de vida, que jogam 3 ou 4 torneios (ao domingo, ao sábado, à quarta,...), daqueles que não param quietos e com alguma qualidade. Na Sunday League ainda engano muito bem: como o campo é grande, a intensidade acaba por ser menor e há mais espaço/tempo para pensar e executar. Neste 5-a-side, contra equipas boas e tendo nós só um suplente como ontem, já não dá para grandes avarias. Jogo bem, não me interpretem mal! Mas não dá para fazer a diferença como na Sunday League.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A falha

Está a terminar o ano Tesco e como tal, na última semana, tenho andado a fazer a avaliação anual e individual de cada membro da equipa. Sentamo-nos durante uns quinze minutos, avaliamos cada indicador de performance da farmácia, eu vejo se eles percebem como somos avaliados e em que ponto estamos em cada indicador, eles fazem uma auto-avaliação ao último ano, eu comento-a e faço uma hetero-avaliação, estabelecemos objectivos e compromissos para os próximos doze meses e falamos de uma forma formal de algo mais que seja tema.

Vem este post a propósito de, numa destas avaliações, me ter sido dito algo que já não é a primeira vez que ouço. Algo que já me tinham dito na Lloyds (na altura foi uma superior que o disse mas tinha-lhe sido reportado por um membro da equipa). 

Foi-me então dito que, enquanto manager tenho muito paciência para explicar tudo, tenho muito controlo sobre o que se faz e os procedimentos que crio são fáceis de entender e seguir. No entanto, há uma coisa em que falho: não elogio tanto como seria de esperar aqueles com quem trabalho, não lhes agradeço/reconheço o esforço com regularidade e não os congratulo o suficiente quando atingem algo. 

Confesso: revejo-me nisso. Não estão a ser injustos. Os gestores ingleses elogiam toda e qualquer acção bem sucedida das equipas. O meu chefe, por exemplo, agradece o mínimo successo que qualquer um dos seus managers atinja. Eu não sou assim. Talvez por ser super-confiante no que faço,  passa-me ao lado se me elogiam ou não. Eu sei o que faço e ponto final. Como consequência, de facto, acabo por não agradecer/elogiar toda e qualquer acção daqueles com quem trabalho. 

Lembro-me quando estive em Burnham, que muitos dos managers do supermercado me vinham agradecer o empenho e o facto de lá estar a ajudar a abrir a Farmácia. Sem falsa modéstia e com 100% de honestidade só lhes dizia que não tinham que agradecer, que aquele era o trabalho que me tinha dado e eu só tinha de o fazer. O agradecimento só o quero ao fim do mês. E nesse é que não podem falhar. 

Comprometi-me, no entanto, a rever este aspecto (já que não era a primeira vez que mo apontavam) e garanti que ía passar a tentar elogiar mais vezes aqueles com quem trabalho, em especial as pessoas que menos autoconfiança exibem.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

2cm de problema

A palavra "problema" é relativa. É como "ter fome". Quando eu digo que tenho fome é relativo. A fome que eu alguma vez tive não se compara à fome que muita gente no mundo tem. Da mesma forma quando eu digo que tenho um problema, é relativo. Felizmente, os problemas que me apoquentam são infimamente ridículos quando comparados com os problemas que afectam  muita gente.

Posto isto, tenho um problema.

Os dias estão a começar a amanhecer mais cedo e o Sol nasce cada vez mais forte, mesmo no UK. A juntar a isto, o nosso quarto tem a janela precisamente virada para o lado nascente, esta gente não usa persianas e o estore que colocámos deixa dois cms de cada lado. Conclusão: todas as manhãs, caso não esteja a fazer semana de acordar às 05h30m, levo com o Sol nos olhos bem cedo.

Eu sei que temos de pôr cortinados no nosso quarto e no do lado, onde o problema é semelhante, mas se eu me meto nisso destruo mais um bocado da casa e nós um dia ainda queríamos vender a coisa. Por outro lado, arranjar alguém para fazer o trabalho embora garanta dez vezes mais qualidade, implica desperdiçar uma folga que, até Maio, não existe, pois todas foram cuidadosamente planeadas para me permitir ir a casa daqui a duas semanas outra vez, assistir a dois concertos e potenciar ao máximo a semana de férias que tenho com a Vanessa, em Março. Ou seja, até Maio nada a fazer. Estamos destinados a acordar cedo todos os dias.

Eu disse que o problema era relativo, para não lhe chamar fútil. Estou mesmo a ficar sem assunto para manter este estaminé.
a


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Esmifrado

O Tesco dá aos farmacêuticos das melhores condições do mercado, pelo menos comparando apenas as grandes companhias. Mas esmifram um gajo todinho. To - di - nho.

Hoje, foi "daqueles" dias. Não vou detalhar tudo porque falar em dois MURs, dois noivos NMSs, duas EHC ou na papelada que isto envolve é chinês. Mas acreditai que, entre funções de farmacêutico, papelada de serviços, novas tarefas que a companhias mandou, mail do chefe, receitas para checar e pessoas para servir (convém não esquecer delas) foi daqueles dias em que faltou tempo e mais dois braços tinhas dado jeito. 

Mas dizia eu, foi "daqueles" dias em que, para ajudar à festa, o chefe me ligou às 10 da manhã e a primeira pergunta que fez foi "Então, André, estás bem?". Odeio que me digam isto. É a típica pergunta do típico gestor inglês a tentar construir "rapport" (ligação) completamente falso, completamente dos livros, para daí a uns segundos estar a pedir um favor ou a mandar-te trabalho. Todos aprenderam na mesma escola. E eu odeio o falso interesse que pretendem demonstrar. Preferia que ele me ligasse e em vez dos primeiros 30 segundos de conversa de chacha e silêncios incómodos me dissesse logo o que é preciso fazer.

Enfim... Lá disse. Basicamente, eu tenho um grupo de dez farmácias em que o meu chefe quer que eu faça a gestão de uma importante fonte de rendimentos: os NMS. Trata-se de um serviço que envolve alguma organização já que é feito em diferentes fases, ao longo de três semanas, com os utentes. Precisa que cada Farmácia tenha um sistema que lhe permita ter controlo sobre o ponto em que está cada utente no serviço para assim finalizar atempadamente o máximo de NMSs possível e assim gerar o máximo de lucro possível. E o que é que ele queria hoje? Até ao final do dia, um pequeno relatório sobre a situação de cada uma das minhas dez farmácias, a minha opinião sobre o quão em controlo cada uma está neste serviço, sobre que tipo de organização criaram para se manter em controlo, uma previsão de quantos novos NMS iniciariam esta semana (pergunta estupida, pura especulação) e quantos acabariam esta semana. Bom... Se o dia ia ser o que ia, pior ficou.

E comecei eu a escrever isto, porquê? Não tenho a certeza mas acho que teve a ver com o facto de serem 23h30m e eu ter aberto o mail do trabalho para ver se uma coisa que a Vanessa me enviou tinha chegado e começar a ver mails do chefe a cairem. Onze e meia! Faltam duas semanas e meia para o final do ano Tesco: aposto que o homem nem dorme!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Registo do Inverno

Sim, também aqui tem nevado como se fosse Inverno.

Primeiro foi a semana passada. Deitámo-nos com relva no jardim e acordámos com isto:




 




Anteontem, quando pensávamos que já tinha nevado tudo, veio mais uma descarga:








Continua a ser um espectáculo fabuloso.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Coaching

Tive mais uma experiência enquanto formador.

O meu chefe pediu para me mandar, durante uma semana, uma nova Pharmacy Manager que se juntou ao Tesco (nos últimos três meses perdemos três PMs - que eu saiba - e o chefe teve que arranjar Malta nova para os substituir). 

Esta veio da Boots e passou a semana passada toda na minha farmácia, a dar uma mão, e em troca eu passei uma semana a explicar-lhe tudo o que fazemos e como. Foram cinco dias non-stop em que a bombardiei com informação e lhe dei o primeiro "abre-olhos Tesco". 

Gosto de o fazer. Consigo organizar bem grandes quantidades de informação e transmiti-la de forma ordenada. Era algo que não me importava nada de fazer regularmente. Aliás, pouco antes de sair da Lloydspharmacy tinha concorrido a uma vaga para me juntar à equipa de treino da empresa mas nunca obtive resposta.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Estórias VIII - It goes on

Foi um poeta americano (Robert Frost) que respondeu "It goes on" quando um dia lhe pediram para resumir a vida em três palavras. E a coisa é mesmo assim. Aconteça o que acontecer a Vida seguirá sempre. Vem isto a propósito da data pessoal que hoje assinalo. 

Antes disso, só um à parte. Eu gosto muito de ler sobre a Teoria do Caos. E segundo a mesmo, todos os momentos são fundamentais na vida de uma pessoa ou de um sistema. Qualquer decisão que se tome em qualquer momento da nossa vida, por mais pequena que seja, terá repercursões com o passar do tempo que levarão a um futuro completamente diferente daquele que teríamos se a decisão tivesse sido diferente. Concretizando: se eu hoje sair de casa e virar à esquerda para ir trabalhar, a minha vida será a partir desse momento completamente diferente de se eu optar por virar à direita para ir trabalhar. Isto é não só fácil de entender como está cientificamente provado: usando modelos matemáticos de previsão do estado do tempo, se se colocar uma ínfima diferença numa variável (por exemplo mais 0,000001 m/s na velocidade do vento num dado dia), verifica-se que ao fim de meses/anos há dias que seriam de Sol que passam a ter chuva. É como o efeito borboleta: a história da borboleta que batendo as asas na Austrália, desencadeia uma série de eventos interligados que podem criar um terramoto em Espanha.

Posto isto, para mim todos os dias são fundamentais. Todas os momentos de cada dia são importantes. E toda e qualquer decisão influencia o nosso futuro, o dos que nos rodeiam, o de toda a Humanidade e até o do Universo. Posto isto, dizia eu, há no entanto dias em que a mudança é tão visível que marca um ponto importante na nossa vida e que qualquer pessoa de fora é capaz de observar. Foi assim há dez anos.

Marinha Grande, 05 de Janeiro de 2003, oito/nove minutos de jogo, sou atropelado pelo ponta de lança adversário e a partir daí a história é conhecida. Mas lá está: it goes on. Enquanto cá andamos, it goes on. E eu tive a sorte de sempre ter percebido isso. 

E, depois, quando a vida te der limões, faz limonada. Acho que recebi bons limões e tenho sabido fazer uma limonada aceitável.