segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Novidade no trabalho

Epá, com isto da casa até me tenho andado a esquecer da última em que me meti (/meteram). 

No seguimento da conversa em que o meu chefe me queria dar mais trabalho e mudar para outro lado e em que eu amavelmente disse que não, o homem ligou-me outra vez. Queria que eu ajudasse na abertura de uma farmácia em Burnham-On-Sea. Acabadinho de lhe dar o "Não" quanto a uma mudança permanente, e perante o desepero do homem, acabei por não conseguir dar nova nega.

Ando pois, há três semanas, a dar uma ajuda para que se abra uma nova Tesco Pharmacy, em Burnham-On-Sea. É algo novo para mim, e foi mais um calhamaço de folhas que tive de ler. Continuo muito à deriva, mas tenho feito o que posso: já criei uma rota para os farmacêuticos, entrei em contacto com a PCT (entidades regionais que controlam os dinheiros do Serviço Nacional de Saúde do UK) para saber que papeladas e treinos são necessários para se lançarem alguns serviços e contactei o futuro Pharmacy Manager e Relief Pharmacy Manager (ambos novos ao Tesco) para discutir umas coisas com eles. 

A partir da próxima semana, trabalharei em Burnham (dizem que é um sítio bonito, perto do mar... mas fica-me a mais de uma hora de caminho) e por lá ficarei por três semanas: as duas que antecedem a abertura e a da abertura. Acumulando com a gestão (à distância) da minha farmácia, em Quedgeley.

Não estou muito entusiasmado porque é mais trabalho que tenho (pelo mesmo cachet), mais horas de estrada que como e mais tempo que estou longe do sítio onde respondo pelos números. E isso nunca é bom. 

Enfim, é mais uma experiência que fica.

sábado, 13 de outubro de 2012

Os ângulo da casa

Temos aquecimento. Ai, opá... Que coisa linda! Opá, que maravilha! Que estão seis graus lá fora e a malta andava a comer frio há uma semana. 

Noventa libras de mossa. Podia ter sido pior. Os técnicos de gás, electricistas, canalizadores e afins fazem-se cobrar bem por estas bandas e só em mão-de-obra costumam aleijar. São noventa libras a menos mas pelo menos o esquentador não foi ao ar e agora sei trabalhar com ele.

Entretanto levantou-se novo problema. Encontrámos os sofás que queremos. Um de dois e um de três lugares. Bons, baratos e de entrega rápida. Só que começámos a fazer contas às dimensões dos sofás e ao tamanho das portas e não sabemos se eles passam. Só esta noite, passámos quase duas horas a fazer desenhos de sofás, a somar catetos e medir hipotenusas, a rodar cadeiras e a ver vídeos no YouTube. Conclusões: zero. Ainda não sabemos o que vamos fazer. 

De resto, o berbequim funciona e ainda tenho dez dedos. Mas as pontas que trazia são curtas por isso comprei mais um jogo de 12 pontas no eBay que só chegam segunda ou terça-feira (por menos de quatro libras querias entrega rápida, não?). Conclusão: até quarta ou quinta-feira, dormir depois das 7h30m só mesmo com a luz do Sol nos olhos.

E para domingo: mesas de cabeceira, movel da televisão e cortador de relva. Limpar a garagem há-de ser a última coisa... Diz que tem aranhas grandes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sem tempo para vícios

Para termos noção de como o assunto é sério, comprei o FIFA 13 há dois dias. Ainda tem o plástico.

Brinca-oh-Lage

Tenho aí umas novidades relativamente ao trabalho sobre as quais escreverei em breve.

Entretanto: casa, casa, casa.

Estive de férias uma semana e, em vez de cá ficar a adiantar serviço, fui a Portugal (já tinha os voos marcados há meses). Como tal está tudo atrasadíssimo. Já temos abastecimento de net, tv e telefone mas a nossa sala, tirando a televisão, a PS3, a box da tv e o router da net (todos no chão), está vazia. Dois quartos têm camas e colchões e mais nada, o outro vai sendo arrecadação. As janelas não têm estores nem cortinados e o Sol nasce bem de frente para os nossos quartos. Temos coisas por todo o lado. A garagem ainda não foi limpa, a relva está grande e ainda não temos cortador de relva nem berbequim. Faltam toalheiros, a banheira não tem vidro, a cozinha ainda anda a ser arrumada, o frigorifico só hoje foi limpo e há papéis por todo o lado.

Também so temos água quente num chuveiro e o aquecimento centra não funciona. Ontem tentei arranjar isto. Fui à net, li umas coisas e descobri que o problema estava no esquentador: faltava lhe pressão de água a chegar. Lá investiguei, vi um vídeo no YouTube, abri duas torneiras, a pressão subiu e ficámos com água quente na casa toda e aquecimento central.

O pior é que a pressão no esquentador não parou de subir (pelos vistos tinha de fechar as torneiras) e, passados 3-4 minutos, enquanto eu procurava, na net, forma de fazer a pressão baixar... PUM!!! Rebentou qualquer coisa dentro do esquentador e alagou a cozinha toda. Pareciam as cataratas do Niagara... Mas com água a cheirar a ferro. 

Fiz asneira. Agora o esquentador liberta agua quando o tento ligar. Conclusão: já tive que ligar a um técnico e o gajo vem cá amanhã, dar uma vista de olhos no que o Espertalhão fez... Nem quero ver o "chimbalau" que vamos levar.

Ai cum caneco! Ainda falta tanto para disfrutarmos disto...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

3 anos de UK

Ontem fez três anos sobre o dia que cá chegámos.

O dia começou às 09h00m (um luxo) e, entre trabalho, mudanças, novas funções no trabalho e mais um ou outro projecto em que me meti, ainda não acabou.

domingo, 23 de setembro de 2012

Ponto de situação da casa

Têm sido umas semanas tramadas de trabalho e gasto de dinheiro.

Neste momento temos a cozinha equipada, chão de gente na casa toda, dois quartos e uma casa de banho pintados e duas camas instaladas. 

Esta semana recebemos colchões, talvez pintemos a sala, damos uma limpeza total, mudamos tudo, tomamos decisões quanto a TV e Internet e mandamos instalar.

E só faltam oito dias para Outubro...

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Flu Jab Service

Vou dar a vacina da gripe, este ano.

Fiz o curso prático anteontem: papeladas que o serviço envolve, técnica de vacinação, procedimentos em caso de reposta anafilática e suporte básico de vida (para pacientes inconscientes que não respirem).

Estou mortinho para começar.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

The line in the sand

Na semana passada, ligou-me o Area Manager - o chefe - e, entre assuntos da farmácia de Quedgeley, disse que tinha uma farmácia com problemas, em Weston-Super-Mare, e que gostava de me mudar para lá, por algum tempo. Eu, como fui apanhado algo de surpresa, só fiz algumas perguntas e disse que falaríamos melhor esta semana, no final da reunião de grupo que temos de dois em dois meses. 

A reunião foi ontem. No final, fiquei com ele na sala e disse-lhe que queria falar sobre Weston-Super-Mare. Não foi uma conversa nada fácil. Primeiro, porque o que tinha para dizer não era fácil. E segundo, porque tive que o dizer várias vezes, porque várias vezes fui pressionado a mudar de opinião e porque, em todas elas tive que manter a minha posição... o que perante uma chefia é, no mínimo, desconfortável. 

Basicamente, ele queria enviar-me quatro dias por semana para Weston-Super-Mare (que fica de onde estou, como Coimbra fica de Leiria) e manter-me outro dia em Quedgeley. Ou seja, por um lado ia pegar num mono, numa farmácia sem rei nem roque e que ia exigir de mim muitíssima dedicação e um sem número de chatices. Por outro, ainda ia ter que continuar a responder por Quedgeley, com a desvantagem de não estar lá diariamente, o que sempre conduz a problemas.

Mas o pior nem era o trabalho que ia ter: com mais ou menos dificuldade, fazia-se. O pior de tudo é que ia trocar um local de trabalho que, daqui a quinze dias, me fica a 5 minutos, a pé, de casa; por duas horas na estrada, quatro dias por semana. Isto numa altura em que acabámos de comprar uma casa e que temos milhentas coisas para fazer e projectos para os próximos tempos. Ora, que mensagem é que eu ia estar a passar em casa, ao aceitar ainda mais trabalho e trabalho que me obrigava a passar mais tempo fora de casa? Não podia aceitar.

No final, não podia ser mais honesto e disse-lhe o que sinto: "Estou, profissionalmente, onde quero estar.  Tenho um emprego diferenciado, sou estimulado todas as semanas, dou resposta e consigo ver o impacto do que faço. Ganho o suficiente. Sinceramente, neste momento não ambiciono mais. Muito menos se subir na profissão me fizer perder tempo pessoal ou familiar. Não me passa pela cabeça ter um emprego como o teu, Tony. Pelo menos, nos próximos anos. Se eu sofro pressão, acredito que tu sofres o triplo. Não quero isso para mim. Pelo menos nos próximos anos..."

Não creio que vá ter consequências imediatas desta recusa e acredito que ele não me pode forçar a mudar. Veremos... 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Da vida de emigra - Análise gráfica I

Agora que recebemos a chave da casa, e já depois de termos tido problemas na conclusão do negócio, verificamos que a quantidade de burocracia, decisões e tarefas chatas que temos a fazer voltou a aumentar muito. Serviu isto para me pôr a pensar em como o trabalho que temos tido tem variado ao longo desta experiência. Penso que a coisa se pode resumir no seguinte gráfico "Trabalho vs Tempo":

Fig. 1 - Trabalho vs Tempo - Clicar para aumentar 

O gráfico representa a quantidade de trabalho que fomos tendo ao longo do tempo da experiência e tem como zero de ordenadas (t = t0) o primeiro dia em solo britânico.

A linha do gráfico inicia-se, pois, num ponto (t = ti) de ordenada negativa - uma vez que ainda estávamos em Portugal -, que marca o início dos trabalhos. A partir daí, e até chegarmos a solo britânico (t = 0) o trabalho foi sempre aumentando de forma constante: era o tempo dos certificados, do reconhecimento de documentos no notário, das apostilhas,...

Chegados a solo britânico (t = 0), o trabalho aumentou ainda mais, e de forma ainda mais pronunciada até atingir um máximo (t = t1), lá para Outubro de 2009. Este era o tempo da procura de casa, da abertura de contas no banco, do registo na segurança social, da adaptação a um novo emprego, do estudo, da finalização de inscrição na Royal Society, etc. Repare-se que o declive do segmento de recta [t0-t1] é bem maior que o declive do segmento de recta [ti-t0], demonstrando claramente que o tempo que se sucedeu à chegada a Inglaterra correspondeu a um aumento ainda mais acentuado do trabalho. Complicando podemos dizer que:  d' f(t) [t0-t1] > d' f(t) [ti-t0].

Passado o momento de trabalho máximo (t = t1), a ordem natural das coisas e a adaptação à realidade do lado de cá trouxe consigo uma diminuição do trabalho (segmento de recta de declive negativo em [t1-t2]), até estagnar em t = t2. O intervalo de tempo [t2-t3] representa na realidade um grande intervalo de tempo (fim de 2009 até meados de 2012) e pode ser denomindado de "rotina": intervalo em que uma vez instalados, adaptados estabilizados, o trabalho é mínimo.

E chegamos então ao ponto t3. Um ponto importantíssimo em que assistimos de novo a um aumento do trabalho, por vontade própria. É um ponto em que fartos da rotina, e tendo em conta outros factores -próximo post -, resolvemos embarcar em nova empreitada e nos metemos a comprar a casa. O trabalho aumenta de novo (segmento de recta [t3-t4] de declive positivo) até um ponto de trabalho máximo (t = t4), a que infelizmente ainda não chegámos.

Neste momento encontramo-nos algures no intervalo [t3-t4], o que significa dizer que estamos a ter umas semanas lixadas outra vez, divididas entre o trabalho nas farmácias e as horas passadas na casa. Prevê-se, pois, um Setembro complicado de medições, orçamentos, trocas de chão, escolhas de mobília, mudanças, etc (com duas idas a Portugal pelo meio). Depois.... bom depois é só deixar o tempo correr até t = t5 e, a partir daí, começar a aproveitar.

Até a cabeça nos dizer que é hora de fazer nova inflexão no gráfico e nos metermos na próxima empreitada.