segunda-feira, 28 de maio de 2012

550 kms para almoçar de borla

Ontem tinha uma malta amiga, em Preston. Um pessoal dos meus tempos de treinador na Académica que veio  passar uns dias no âmbito da parceria que a Académica tem com o Myerscough College. 

Como era domingo e não tinha nada para fazer, fiz os 275 kms que nos separam e fui lá almoçar com eles. São uma malta porreira e, mesmo não dando para muito porque eles tinham avião para apanhar à tarde, foi bom ver umas caras conhecidas para variar.

Aí fica a foto. O meu ar estique-la-pisse deve-se ao facto de eles me terem dito que iam falar numa conferência. Pensei que era uma coisa formal. Claramente, não era.


P.S. : Desculpas à malta do norte a quem não disse nada mas a Vanessa saía às 17h e os dias estão uma maravilha, de modo que ainda vim aproveitar o final da tarde.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Da semana e outros temas

Semaninha produtiva.

Uma data de coisas tratadas relativamente à casa: hipoteca acertada, nova conta aberta com banco da hipoteca, notário contratado, fiscalização à casa acertada, primeiras pesquisas quando a chãos.

Problema "do anel" resolvido, ao fim de seis meses. Daquelas "estórias" que parecem inventadas.

Grande reunião de trabalho na quinta-feira: sou o mais miúdo (o gajo mais novo a seguir a mim é de 1978) mas  tenho um andamento do caneco e estou a levar o barco a bom-porto. A minha mãe tem um pequeno desgosto por eu não querer continuar a estudar e não estar a tirar um curso de gestão, mas com a quantidade de treino virado para o "retail" que o Tesco me obriga a fazer, alguma coisa vai ficando.  

Único problema: dois meses depois de começar a trabalhar continuo a não ser pago correctamente. O Tesco tem-me com um código fiscal que indica este como sendo um segundo emprego. Resultado: sou taxado a 40% de tudo o que ganho (normalmente uma parte do ordenado não é taxada, uma grande parte é taxada a 20% e só uma outra leva com o chimbalau dos 40%). Conclusão: chega-me ao banco uma quantia mais pequena do que quando comecei como Relief na Lloyds. Fico doente! Já fiz umas 4 ou 5 chamadas para a Revenue and Customs e sei que eles já me puseram no código de impostos correcto, agora só falta a maltinha do Tesco pôr o código certo no computador e devolver-me tudo o que que foi taxado indevidamente nas últimas oito semanas. Não fica lá nada, eu sei, mas nesta altura em que tinha que tenho que andar a apresentar recibos de ordenado ao banco e em que a minha situação económica é avaliada, esta trapalhada só complica (entenda-se obrigou-me a arranjar mais papelada)

E, afinal, ainda deu para ver a Tocha Olímpica, na quinta-feira. Arrancou precisamente das Docas, às 8h15m, altura em que eu estava a sair para o trabalho. Dificilmente teria outra oportunidade destas.


Adenda: E foi também a semana do Verão, em Inglaterra. Não creio que 26ºC e céu azul se repitam muitas mais vezes no ano...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Tocha em Gloucester


Quinta-feira a Tocha Olímpica vai andar por Gloucester e vai passar a cem míseros metros de nossa casa. Ora, como esta semana estou a fazer o turno tarde/noite, só entro às 12h30m e tenho a oportunidade única de assistir a um acontecimento histórico.

Infelizmente, o ____________ (preencher com adjectivo depreciativo) do Sr. Meu Chefe resolveu marcar uma  _______________ (preencher com adjectivo ainda pior) duma reunião para, precisamente, quinta-feira às 09h00m. 

Lá se vai a oportunidade...

terça-feira, 15 de maio de 2012

O novo projecto - II

E, portanto, foram essas as razões...

Foram dois meses de trabalho a procurar casa, ainda por cima coincidentes com a minha mudança de emprego, o que não ajudou muito. Agora são mais umas semanas/meses a escolher a melhor hipoteca para o nosso caso, procurar advogado barato para tratar da papelada (requisito obrigatório), encontrar alguém para nos tirar a alcatifa da casa e substituir por soalho e escolher soalho. Depois virá a grande aventura de mobilar a coisa.

Daqui a uns meses, quando tudo estiver acabado, boto aqui umas fotos. E depois, então,  é que deixa de haver desculpa para cá não vir.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O novo projecto - I

Quando aqui chegámos, o projecto era para dois anos...

Só que os dois anos já lá vão há mais de sete meses e sair daqui não está nos planos a curto prazo. Chegámos, aliás, à conclusão que é provável que aqui fiquemos mais uns anos. Eu gosto do meu emprego, sinto-me valorizado pela minha empresa e reconhecido pela sociedade, sinto que tenho aprendido muito, sou incomparavelmente mais bem pago do que em Portugal e vou a casa com alguma regularidade. Ela também tem as suas razões e voltar a Portugal, agora, para trabalhar na nossa área é ir rumo ao desconhecido e perder muitas regalias. 

Posto isto e ficando por aqui, temos de mudar de casa porque esta, embora bem localizada, há muito que está a ficar pequena. Ora, depois da facada que levámos no início do ano enquanto procurávamos nova casa para arrendar, começou a nascer em mim o desejo de investir por estas bandas. Comprar casa, mobilá-la à nossa maneira, viver com mais conforto e um dia, quando fossemos embora, vender.

É que faz todo o sentido. Alugar uma casa maior de qualidade significa pagar pelo menos £800 por mês. São £10000 por ano. Além disso, o merdado de habitação no Reino Unido é muito grande: compram-se e vendem-se muitas casas... Há quem passe a vida na property ladder: a comprar e vender casas. E neste momento, dada a conjuntura económica, o mercado está em mínimos históricos, o que significa que as casas estão hoje mais baratas que há uns anos e (o que nos interessa) que daqui a uns anos. 

Juntando tudo isto, e depois de uns meses de pesquisa, encontrámos uma casa que nos preenche os requisitos e vamos avançar para a compra.

P.S. - Está tudo aqui. Visto por pessoas de outra área mas com a mesma ideia. Basicamente, eu quero voltar. A sério que quero. Mas também quero voltar para algo que me valorize, que exija muito de mim e que depois me pague de acordo. 
Especialmente depois de comprovar na prática aquilo em que já acreditava: que não somos superiores a nenhum povo mas que também não há nenhum povo melhor que nós. Temos qualidade para, pelo menos, nos equipararmos a qualquer estrangeiro.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Casório 05/05/2012

Com um grande

Sempre uma boa desculpa para ir a casa. Grande casório. Custou voltar...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Conto tudo pr'á semana

Tenho grande novidade na forja... 

Mas hoje o dia tem de acabar cedo e daqui a umas horas voo para Portugal. Prometo que na próxima semana começo outro daqueles posts que se estende por três ou quatro partes.

Entretanto, além outra compra que fiz hoje, acabo de adquirir uma relíquia: a minha camisola 11 dos Kendal Road. Uma parte importante de toda esta experiência!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

TEDx Cascais

Só dois vídeos, dos muitos que populam o Youtube,  do recente TEDx que decorreu em Cascais. Um sobre mudança política, outro (um pouco idealista mas que, ainda assim, eu adoro ver) sobre postura perante a vida.


"Será possível resolver o problema da U.E. numa folha A4?"


"Tira-se o hífen"

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Adenda ao post anterior



Comecei a responder aos comentários do post anterior mas a coisa ficou grande demais para comentário e tem conteúdo para ser um post próprio. A saber:

Cesarini - 'Tou feito um chorinhas! Porra... Quase três posts a carpir mágoas. Qualquer dia ainda me apanham a dizer que  não gosto disto ou, pior, que o Benfica perdeu o campeonato por causa dos árbitros. O que efectivamente se passa é que, além de ainda estar na fase de adaptação, também andei dois ou três meses a construir a ideia de que isto agora ia ser "à rei". Achava que chegava lá, não havia nada para fazer, lia umas coisas, mandava uns bitaites e, ao fim do mês, "dá cá o meu". Ora não é. E nem podia ser.

Eugénio - Além de ser o início e da ideia peregrina de achar que isto ia ser "à rei", acho que o timming da mudança também não me favoreceu. Início de Abril, no UK, igual a mudança de trimestre e, principalmente, novo ano fiscal. Tenho tido muito trabalho extra por causa disso: tive que apresentar esta semana um relatório, à PCT, sobre  os MURs e NMSs do 4º trimestre de 2011/2012. Não sei se também vos exigem isso aí, mas aqui a PCT quer saber quantos MURs fizemos de cada grupo e em quantos o paciente tirou benefícios relativamente a uma série de parâmetros. E para os NMSs querem sabem quantos pacientes foram recrutados, quantos abandonaram na "Intervention", quantos abandonaram no "Follow-up", quantos foram concluidos e em cada fase mais uns 5-6 valores. Não é dificil de fazer e já estamos a usar umas tabelas para passarmos a recolher isso diariamente (rato velho: tinha  sacado da Lloyds, antes de me vir embora). O problema é que nos últimos meses ninguém fez isso portanto tive que recolher estes dados todos de uma vez. 

Depois, a PCT também quis, até final desta semana, um relatório sobre todos os erros e queixas que a farmácia teve em 2011/2012 e um resumo dos procedimentos mudados para os evitar. Depois, como é início de ano fiscal vou ter, em breve, uma auditoria interna sobre gestão de stock e dos 6-7 procedimentos avaliados, dois ou três não eram seguidos. Portanto tive de os implementar, arranjar papelada e explicar a todos. Como estou a começar, e há muita coisa nova que acho que deve ser discutida (o que vai organizar o trabalho no futuro) achei que tinha de ter uma reunião individual com cada membro da equipa para debatermos ideias, decidirmos procedimentos, analisarmos os números do ano passado (que acabaram de chegar) e vermos os targets deste ano. Não é dificil trabalhar comigo e acho que comecei bem com a equipa, mas era preciso sentarmo-nos 15 minutos sem nada à nossa volta só para "limar arestas". 

Ao mesmo tempo, toda esta semana tive locums a cobrir as minhas horas para eu fazer tanto treino qaunto possível. Ao preço que se paga esta ajuda extra, tinha de aproveitar ao máximo. Já fiz PGD de Travel Health e de Erectyle Disfunction e já posso dispensar Malarones e Viagras, pelas PGD, sem receita. O Tesco tem um site enorme de treino e formação: já fiz para lá uma série de pequenas formações sobre gestão (tem para lá assunto que nunca mais acaba). Depois tenho um parâmetro, chamado "Integração", que avalia a minha capacidade de integrar a farmácia no supermercado onde está inserida. Basicamente, avalia as relações que construo com o Director do Supermercado (SD), o Gestor de Stocks, o Gestor de Pessoal, o Gestor de Clientes e mais uns três ou quatro, se participo nas reuniões gerais do supermercado, se o SD está a par dos nossos números, se chateio quem tenho de chatear e se não fico lá só no meu guettozinho. Portanto tive que aproveitar a semana para dar atenção a isto... se calhar noutras semanas, sem cobertura, fica mais dificil. E pelo meio, tive que preparar uma reunião intermédia com o meu chefe directo (o RPM).

Tudo isto para dizer o quê? Para me vangloriar? Claramente. Mas também para dizer que é uma semana que não se repete. Estes relatórios, estas formações, muitas das reuniões... não terei que ter tantas, tão depressa. E quando as tiver será com muito mais conhecimento de causa.

Mas uma coisa te digo, tem sido fácil perceber porque é que o Tesco tem apresentado resultado positivos ano após ano, mesmo com a economia a retrair. Em primeiro lugar, muito rigor e controlo nos gastos. Só um exemplo: consumíveis. Na Lloyds era a gastar. Parecia a Papelaria Fernandes. No Tesco tenho um orçamento de miséria para gastar por semana, definido anualmente, e só sobe se os números subirem. E estamos a falar de coisas essenciais: etiquetas, tinteiros... É a esticar. E a mesma ideia serve para horas-extra do pessoal, níveis de stock, rigor no endorsing, escolha do pack-size de medicamento mais barato pelo Drug Tariff... E depois uma máquina enorme de pressão a empurrar para as receitas. Todos os dias, há duas reuniões de 5-10 minutos com todos os gestores do supermercado (Team 5) para olhar para os números e perceber onde é preciso pressionar. Uma organização muito rigorosa.

Enfermeiro - Depois deste testamento não sobrou muito para ti, pá. Olha... boa sorte com a tua mudança.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Vai para aqui uma luta...

Isto de estar sempre disponivel para a mudança e de querer sempre ir em busca de melhor, nem sempre sai bem. Faço o mea culpa: foi um erro deixar a Lloyds. Ou melhor, o erro não foi deixar a Lloyds. O erro foi ir para o Tesco. Vidinha dura, pá! Se a tiver de resumir em duas frases sãos as seguintes: 

- Trouxe mais trabalho para casa (relacionado com farmácia), na última semana, do que em 6 anos de trabalho.

- Fiz mais horas-extra por minha própria vontade (leia-se: para o tecto), na última semana, do que em dois anos e meio de UK.

Ganha-se mais mas é AINDA mais tirado do corpo.