Depois há as pequenas diferenças.
No Tesco, depois de um incidente grave em 2008, nenhum farmacêutico pode trabalhar mais de seis horas sem ter uma pausa. Ora, ter uma hora de almoço é um luxo: desligar completamente do trabalho, sentar e comer sem olhar para o relógio ou sem ser interrompido é coisa que, excluindo as férias, não fazia há dois anos e meio. Além disso, todos os Tesco têm uma sala grande para o pessoal, com televisão e cantina. Cantina de qualidade, com comidinha fresca a ser cozinhada e ao preço da "uva mijona". Almoço com entrada, prato principal, prato self-service de salada e fruta/sobremesa por £1.5 - £2.0. Água, sumo, chá e café são gratuitos. E a comidinha tem qualidade... para Inglaterra: há sempre salsicha e batata frita, mas também costumam cozinhar um pratinho para gente normal.
Quanto ao horário, ainda só fiz manhãs, mas gosto. Acordo às 5h30m e às 6h30m já estou, em Quedgeley, à procura do Duty Manager, para lhe pedir a chave da farmácia. Até às 8h00m não aparece ninguém o que dá para dar seguimento a alguma papelada. Depois até às 12h30m trabalha-se mas quatro horas e meia seguidas são brincadeira. Às 12h30m chega outro farmacêutico e eu sou obrigado a parar porque já lá estou há seis horas. Em geral, não demoro uma hora a almoçar e aproveito o tempo em que estamos dois para fazer uns serviços com os utentes, tratar de papeladas e fazer as reuniões do dia. Às 15h30m o outro farmacêutico tem de parar (porque depois vai ficar até às 22h30m), eu volto para as receitas e quando ele regressa, às 16h30m, eu "dou de frosques". Inevitavelmente, às 23h já tenho sono.
E ao fim se uma semana é o que temos.