Vou deixar a Lloyds.
Comuniquei a decisão à minha chefe há umas semanas (porque tinha de o fazer o quanto antes) e transmiti-a hoje (depois de deixar passar a época Natalícia) àqueles com quem trabalho, diariamente. Não foi uma decisão fácil mas foi o conjugar de uma série de factores.
Para começar, foi uma situação que provavelmente só se deu pois teve um timming muito específico. Passo a explicar: ao longo dos últimos dois anos tenho recebido algumas chamadas de "head-hunters" a proporem-me mudanças de emprego. Sempre agradeci os contactos mas quase sempre recusei sequer ir a entrevistas pois sentia-me bem onde estava, tinha metas a alcançar, andava motivado e tinha uma boa situação contratual. Esta chamada seguiu quase pelo mesmo caminho: era uma oferta agradável mas eu não estava interessado. Só que lembrei-me de dizer que namorava com uma farmacêutica e que ela talvez estivesse interessada. Disse que ligaria no dia seguinte.
Só que no dia seguinte eu tive um daqueles dias horríveis. Daqueles em que nem é tanto o trabalho que nos derruba. É mais o facto de os erros e os problemas se sucederem, em geral, por força de novos sistemas/softwares/serviços que os "génios" que controlam a empresa criam e que no "campo de batalha" só vêm atrapalhar, dada a falta de treino que as equipas têm. E depois, claro, quando há problemas tem que ser o manager a resolvê-los e a dar a cara como responsável. Até aqui nada de novo: faz parte do meu trabalho, ponto final. Mas há dias em que um gajo fica mais farto disto, do que outros...
Vai daí, nesse mesmo dia à noite, ainda moído com o dia que tinha tido e depois de a Vanessa dizer que não queria, liguei de volta ao H.H. da véspera e disse-lhe que estava interessado em ouvir mais pormenores. Passados dez minutos fiz um CV, tirei uma foto com o telemóvel, trabalhei-a no Paint, mandei-lhe aquilo e marquei uma entrevista com a Tesco para daí a umas semanas.
(continua)
