terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quando estudavas em Gloucester...

Então não é que agora não faço outra coisa que não seja estudar? Porra para isto, pá. Ando a estudar mais regularmente agora do que quando andava na faculdade.

À custa do novo serviço que vai começar nas farmácias do UK, no início de Outubro, tenho que estudar como é que o serviço funciona, como é que vou implementá-lo na farmácia e como é que vou pôr a equipa toda a trabalhar no sentido de o fazer resultar. Depois, como aquilo vai meter conhecimento clínico e eu durante a faculdade queria mais era saber mais Playstation e dos convívios, tenho que voltar a estudar farmacologia a sério. E para juntar à festa, na próxima semana recomeço, finalmente, a ir à Prisão de Gloucester e o que me espera é muito trabalho novo e que me exige que estude, só para o compreender.

Ainda hoje tive uma reunião com uma gestora de contratos externos da Lloyds, para a minha área, em que a dita me esteve a mostrar o que esperam de mim e eu, que nem sou de me assustar com coisas novas, confesso que tremi. Hoje nem me apetece escrever sobre isso porque ainda estou com a tremideira, mas um dia destes esboço aqui um resumo do que querem que eu faça.

E é que tudo isto vem mesmo numa altura que não convinha nada. É que ainda a semana passada comprei o "The Game", um livro que eu procurava desde Maio e que finalmente me lembrei de trazer de Portugal, e o gajo continua à beira da cama sem ser tocado. Já para não falar que daqui a duas semanas sai o "FIFA 12" e o "Battlefield 3"...

Procurei "convívio" e "farmácia" no Google. Surgiu isto.
Realmente foram uns anos do caneco, aqueles dos convívios na antiga FFUC...

P.S. - Já nem me lembrava que o pharmaoeste.blogspot ainda existia.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Iu no uó namine.

Confesso que, ontem, cheguei a ficar triste por não ver o jogo do Benfica com o Manchester. Hoje, no entanto, percebi que o jogo da Champions deve ter sido adiado. Aparentemente, o que eu perdi foi só um jogo particular... com o Nite.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Vale muito a pena

O luxo de horário que tenho é, neste momento, a mais forte razão que encontro para não mudar de emprego. Isso e a ausência de propostas, para farmacêuticos, para a Ilha de Man...

A possibilidade de ir a Portugal passar uns dias, sem ter de meter férias, é impagável e dá alento para aguentar todo o stress do meu local de trabalho. Este fim-de-semana, então, foi de sonho e aproveitadinho ao máximo: deu para ver muita gente, rever muito local familiar, combinar muita coisa, fazer umas compras e ver o Sol.

Aqueles quase três dias em solo português pagam, e bem, todo o esforço da viagem, todas as nove horas de autocarro, todas as quatro horas de avião e todo o stress que o levantar voo ainda me provoca, de vez em quando (e se foi dura, a aterragem em Londres, desta vez). Aliás, agora que o entusiasmo inicial se vai esfumando e que os motivos da nossa estadia "nas Inglaterras" são mais fúteis, vai-me custando cada vez mais, cada segunda-feira de regresso.

E por cá, embora oficialmente ainda seja Verão, os dias já são agrestes. Às 19h00m quando saio já estão aqueles 14ºC e um vento gelado que só os nativos conseguem aguentar, na cama já se dorme com dois edredons e, de manhã, já se vai ligando o aquecimento do quarto. O Verão inglês, no fundo...

P.S. - Mataram-me! No UK começa, em breve, um novo serviço nas farmácias. Como preciso de saber mais sobre o assunto, inscrevi-me há um mês, numa formação sobre o mesmo. Só hoje reparei: a formação é amanhã, às 19h30m. AMANHÃ... 19h30m... Adeus Benfica-Manchester. Ninguém merece!

domingo, 4 de setembro de 2011

Quase nos 29

Recomeçou a época oficial da Sunday League: este ano num patamar de qualidade um bocado mais elevado que nos anos anteriores, depois da subida de divisão alcançada.

Abrimos a época com um empate caseiro (2-2), com sabor a vitória, contra (quero acreditar) uma das melhores equipas da liga. Tivémos o Barbudo lá em cima com um cachecol e uma bandeira dos Kendal Boys, a permitir ao adversário apenas um golo, na avalanche de futebol ofensivo da primeira parte. Depois, em cima dos 45´ deu-nos um canto e aqui a criança, na mina do segundo poste, apareceu a dizer que sim. Na segunda parte foi quase a mesma dose, com eles a atacarem e a desperdiçarem quase tudo e nós a irmos lá uma vez e a facturarmos. Empatezinho bem bom.

Infelizmentem, eu é que já não tenho vinte anos e isto de andar lá no meio sempre a subir e a descer monte, a dar linhas de passe a toda a gente, a saltar às bolas todas e a fazer o gosto ao pé tem que se lhe diga. Conclusão: cheguei ao fim do jogo com caímbras em todo o lado. Até nos dedos dos pés. Estava a caminho do balneário, dobrei os dedos dos pés e eles ficaram... Tipo rigor mortis... Mexer que é bom: tá quieto. E à tarde, no sofá, dobrar as pernas: esquece.

É... Não são só os outros que fazem anos.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Mortinho para ir a casa

Já lá vão dois meses sem ir a Portugal. É muito... um gajo até corre o risco de começar a "inglesar", 'dasse...

A ver se estes próximos dias passam depressa, para sexta me meter no avião e sair desse lado.  Já falta pouco.

domingo, 28 de agosto de 2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A aventura acabou



Passados quase dois anos sobre a nossa chegada, parece-me que a aventura acabou. O chegar, conhecer uma nova realidade social, adaptar a um novo emprego e estabilizar... Tudo isso acabou. O objectivo foi atingido.

Continuamos motivados para cá estar mas agora, claramente, por razões diferentes das que nos trouxeram. até aqui. Se a aventura foi o principal motivo para vir, neste momento o que nos prende cá é um emprego onde nos sentimos mais realizados (no meu caso) e temos mais liberdade (no caso da Vanessa), um salário incomparavelmente melhor e a incerteza quanto ao que nos espera em Portugal.

Entretanto, temos andado a espreitar (sem pressas) outras oportunidades, quer no mercado britânico quer noutros, só para ver o que por aí há. Nada de muito sério.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Patroa fora

Semana santa, "na loja".

Com a Vanessa na Madeira, tem sido uma semana como nos tempos da Casa do Povo: filmes, séries, Playstation, casino, uma noitezinha e futebol.

Só falta mesmo o Pardal e o meu primo...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais perto de casa e mais umas notas sobre os tumultos



Primeiro arranjei uma aplicação de rádio para o telemóvel que me permitia ir para a farmácia a ouvir Mega-FM, Comercial ou TSF. Depois veio a aplicação da TVI que me permitia tomar o pequeno-almoço a ver os vídeos das notícias da véspera.

Mas agora ainda fiquei mais perto de Portugal. A RTP criou um aplicação ainda melhor. Além dos vídeos das notícias da véspera, tem emissão, em directo, e com grande qualidade, da RTP 1, RTP 2, RTP Internacional, Antena 1, Antena 2 e Antena 3. De modo que agora como as torradas e arranjo a "marmita" para a farmácia, a ver, em directo, a emissão da RTP. 

Não é que dê muito jeito saber se há trânsito no IC19 ou se há engarrafamentos na ponte 25 de Abril, mas ouvir as vozes habituais e até os separadores do costume ajuda a combater um bocadinho da distância.

P.S. - Por cá, até ver, as palavras do Primeiro Ministro estão a ser levadas à letra: mais policiamento nas ruas, centenas (sim, plural) de detidos e julgamento rápidos. Hoje no caminho de dez minutos até casa passei por, pelo menos, quatro veículos da polícia, estacionados e carregados de agentes de intervenção. Em Londres, há tribunais a funcionar vinte e quatro horas por dia (sim, em Agosto). E ainda hoje foi a julgamento um rapaz de 11 anos. Este país tem muita coisa má e outras tantas que eu não gosto, mas em termos de Justiça, tenho muita pena de dizer que dá "dez a zero" a Portugal.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Breve nota sobre os tumultos



Escrevo só para dizer que, embora haja notícias de mais gente e mais polícia, ontem à noite, nas ruas de Gloucester, nós ainda não tivémos problemas, perto de casa. As imagens da RTP, parecem mostrar locais do centro de Gloucester onde ainda hoje estive mas, nem aqui nem em Tewkesbury (vilória aqui ao lado onde hoje estive, para ir ao dentista), vi sinais de confrontos, destruição ou, tão pouco, ajuntamentos anormais de gente. Tirando os helicópteros que, durante grande parte da noite de ontem, sobrevoaram a cidade nada mudou a nossa rotina.
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Quanto aos tumultos em si, para mim é puro roubo e vandalismo e tem de ser, em primeiro lugar, combatido e, depois, julgado e punido. Por mim, nas cidades onde há problemas, era pôr em vigor um recolher nocturno obrigatório e dar liberdade à polícia para usar canhões de água, cães e balas de borrachas, ao primeiro sinal de desobediência. Se não chegasse: exército. Quando as coisas acalmassem: usar todos os meios para identificar quem anda metido nisto e julgá-los.

Mas, repito, durante o dia ou perto de nossa casa, não houve, até agora, nada de anormal.