terça-feira, 9 de agosto de 2011

Agosto em Gloucester

Tenho férias marcadas para a próxima semana toda, no entanto, fui "come-sono" e andei a adiar a marcação dos voos para Portugal. Assim, quando, a meio de Julho, me lembrei de começar a tratar disso, já os voos estavam muito mais caros do que eu esperava e acabei por decidir ficar por cá.

Irei a Portugal um fim-de-semana de sexta a segunda, em Setembro (cujos voos e autocarros já comprei) e seis dias, em Outubro (começo a mexer-me daqui a uma semanas). Acabo por aproveitar melhor estes fins-de-semana compridos, já que apanho mais gente que não está a trabalhar.

Uma vez que vou acabar por cá ficar e a Vanessa diz que vai estar a semana toda na Madeira, em vez de ficar sete dias a criar bicho, no sofá, pedi à Lloyds para me arranjar cinco dias de trabalho. Vou, então, aproveitar as férias para fazer umas coroas e em Setembro volto a casa.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Casamento britânico

No encerramento da época da Sunday League, um dos meus colegas de equipa convidou toda a gente para o seu casamento. O dito decorreu no último sábado. Já tinha visto vários na televisão (há muitos programas sobre o tema, na televisão britânica) mas só agora estive presente num e pude confirmar a ideia que tinha: não tem nada a ver com um casamento português.

Pelo que percebi há uma festa mais clássica (reservada para a família mais próxima) que inclui a cerimónia na igreja. Depois, à noite, há uma festa mais descontraída, com os amigos, para a qual eu fui convidado. Trabalhei até às 18h00m, fui a casa tomar banho e mudar de roupa e lá fui eu. A festa com que me deparei tem o "glamour" de uma festa de anos de um adolescente: muita gente de jeans; "catering self-service" de sandes, chamuças e batatas fritas (nada de jantar sentadinho e com gente a servir), bar onde para beber se tem de pagar e um gajo a passar música (e boa que ela era...).

Mais uma experiência... 

Foto com o noivo. Foi tirada com um telemóvel que deve ter meio pixel de resolução.

sábado, 6 de agosto de 2011

Mais uma experiência UK

Acabo de chegar do meu primeiro casamento no UK. Não tem nada a ver com um casamento em Portugal. Mas já é tarde (no UK 23h30m é tarde) e amanhã há Sunday League. Reporto amanhã.

domingo, 31 de julho de 2011

Guess who's back


A três semanas do início oficial da época, aí está a foto de família dos Kendal Road Old Boys - versão 2011-2012 (carregar na foto para ampliar... Mãe).

O plantel é praticamente o mesmo que no ano passado garantiu a subida de divisão. Destaque apenas para a entrada de um avançado, com pinta de jogador e cheínho de vida, que fomos buscar a uma equipa da divisão que agora deixamos e que tem sido a estrela da pré-época (na foto: por baixo do Barack Obama).

Estamos agora a umas sete ou oito divisões da Premier League. Sendo que eu estou com 28 anos, se levar uma vida regrada e subirmos de divisão todos os anos, ainda dá...  

E sim... rapei o cabelo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Estórias IV - Escola Nº16


E o tesourinho que um amigo meu partilhou comigo na Facebook? Um classicão... E perguntava o gajo: "Lembras-te?". Para todos que me acusam de ter memória de peixe, aqui segue a resposta:

Escola Primária Nº16 - Ano Lectivo 1988/1989

Professora: Maria Huguete

Em cima: André Manuel da Silva Lage, João Pedro, Ricardo Jorge Lucas Sousa Goucha, Sofia, Victor (com C, como ele bem fazia questão de referir), Paulo Jorge Mendes Marques, Hugo André Maio Gonçalves, Catarina Canha.

Em baixo: Rúben Sílvio Domngos Amaral, Ana Rita, Bárbara Almeida, Ricardo Nuno, Dário (demorei cinco minutos a lá chegar), Nádia, José Ricardo, Tânia.

Fácil...

sábado, 23 de julho de 2011

Desertei

E não me arrependo nada.

Foram mais de dez anos juntos. Mas chegou a hora do fim. É o melhor para os dois...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Caerdydd

Com a Vanessa a trabalhar aos domingos, o nosso fim-de-semana juntos é, em geral, às quartas-feiras. Esta semana: Cardiff.

Excelente alternativa a Bristol e Birmingham: uma hora de caminho, gente com bom aspecto, castelos, uma grande baía para passear e... lojas até dizer chega, para a Vanessa.

terça-feira, 19 de julho de 2011

658 - Nailsworth


Terminou hoje a experiência.

Não inventei muito. Não impus nada. Não andei a comprar guerras com ninguém. A farmácia tem um novo manager (não-farmacêutico) a começar, portanto não fazia sentido andar a substitui-lo. Mas vi muitos procedimentos que acho errados e expliquei porque é que os acho errados. Por vezes, a equipa reconheceu que o que dizia lhes podia trazer vantagens e mudaram. Noutras, achavam que tinham razão e, enquanto isso não afectou a qualidade do meu trabalho, fiz como decidiram.

Lá para sexta-feira estava a ficar sem perceber porque me tinham, afinal, pedido para ir para ali. Percebi ontem: inspecção do General Pharmaceutical Council. Dá sempre melhor imagem estar presente um farmacêutico da Lloyds, que conheça os cantos à casa e saiba os procedimentos da empresa. Ainda para mais, a inspectora já me conhece de Longlevens e sabe, no geral, o que faço. E... ehr... o facto de engraçar com a minha cara também ajuda... De modo que, aliando as duas coisas, a inspecção correu tranquilinha.  

No geral, foi uma semana sem pressão: com metade do trabalho, a servir uma população muito mais tolerante (e que até tem mais razões de queixa) e sem responsabilidades de gestão. No final, deu para perceber porque há farmácias que se esforçam, em vão, para atingir metas baixas e outras que atingem números muito superiores: organização. E perde-se tanto dinheirinho por aí...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Do resto das férias e do regresso ao trabalho

Tirando as três horas de concerto do Bon Jovi (quiçá no dia com mais Sol desde que estamos no UK), o resto das férias foi o costume: aquela semaninha em Portugal para aproveitar o bom tempo, rever as caras do costume, ir visitar uma ou outra que já não se via há mais tempo e passar algum tempo em casa dos pais.

No regresso, segunda-feira, estava ainda a fazer o trajecto aeroporto-centro de Londres, e já estava a receber novidades quanto ao trabalho. Aparentemente, uma farmácia aqui da área (a 20 km de Gloucester) anda a ter problemas sérios recentemente: várias discrepâncias nos estupefacientes que levantaram problemas com as autoridades, má gestão de stocks, procedimentos incorrectos e, obviamente, pouco pessoal (e pouco habituado a  trabalhar).

Recebi, então, uma chamada da Area Manager a perguntar se eu me importava de lhe fazer um favor. Disse-me que tinha para lá enviado um farmacêutico-extra durante dois dias para resolver o problema com os estupefacientes mas depois queria alguém para lá passar uma semana para ajudar neste novo arranque da farmácia (tem desde há uns dias um novo manager). Não dei bandeira - perguntei só no que queira que eu ajudasse - mas fiquei contente.

Fiquei contente porque, um ano depois, vejo que ela olha para a minha farmácia e sabe que o barco está bem sem mim. O trabalho flui. Os procedimentos que seguimos estão perfeitamente implementados. Neste momento o manager não é diariamente imprescindível. E fico contente porque quando precisou de alguém que ajudasse uma farmácia em dificuldades, pensou em mim. Conhece o que eu faço e gosta. Bom!

Vai ser, então, uma semana e pouco num ambiente diferente. Relato no final. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Das férias no México

Ponto prévio: as férias foram boas. Não obstante os três primeiros dias de tempestade tropical, ainda deu para apanhar um solinho, fazer vários passeios, ir uma noite a Playa del Carmen e outra a Cancún, fazer uma praiúca, descansar e umas fazer actividades radicais. Ah... e uma semana sem cozinhar, ainda para mais a comer boa comida, também não é nada de deitar fora.

Agora... são umas férias que eu nunca repetiria nem aconselho a ninguém: para quem conhece Cancún, a Riviera Maya é fraquinha. Comparar as duas é como comparar a obra-prima do mestre com a prima do mestre-de-obras: têm semelhanças mas, no fundo, não têm nada a ver. É que na Riviera Maya os resorts são desterrados, no meio do nada, afastados uns dos outros e só se de lá sai de táxi (a pagar bem), ao contrário de Cancún, em que por um dólar se vai a todo o lado. Acabámos por fazer tudo o que tínhamos planeado, mas tivémos que estar à mercê dos enganadores dos taxistas mexicanos.

E depois, já se sabe, com a qualidade de praia que tivémos no ano passado, era impossível apanhar igual...

Ainda assim, ficam alguns dos registos: