terça-feira, 19 de julho de 2011

658 - Nailsworth


Terminou hoje a experiência.

Não inventei muito. Não impus nada. Não andei a comprar guerras com ninguém. A farmácia tem um novo manager (não-farmacêutico) a começar, portanto não fazia sentido andar a substitui-lo. Mas vi muitos procedimentos que acho errados e expliquei porque é que os acho errados. Por vezes, a equipa reconheceu que o que dizia lhes podia trazer vantagens e mudaram. Noutras, achavam que tinham razão e, enquanto isso não afectou a qualidade do meu trabalho, fiz como decidiram.

Lá para sexta-feira estava a ficar sem perceber porque me tinham, afinal, pedido para ir para ali. Percebi ontem: inspecção do General Pharmaceutical Council. Dá sempre melhor imagem estar presente um farmacêutico da Lloyds, que conheça os cantos à casa e saiba os procedimentos da empresa. Ainda para mais, a inspectora já me conhece de Longlevens e sabe, no geral, o que faço. E... ehr... o facto de engraçar com a minha cara também ajuda... De modo que, aliando as duas coisas, a inspecção correu tranquilinha.  

No geral, foi uma semana sem pressão: com metade do trabalho, a servir uma população muito mais tolerante (e que até tem mais razões de queixa) e sem responsabilidades de gestão. No final, deu para perceber porque há farmácias que se esforçam, em vão, para atingir metas baixas e outras que atingem números muito superiores: organização. E perde-se tanto dinheirinho por aí...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Do resto das férias e do regresso ao trabalho

Tirando as três horas de concerto do Bon Jovi (quiçá no dia com mais Sol desde que estamos no UK), o resto das férias foi o costume: aquela semaninha em Portugal para aproveitar o bom tempo, rever as caras do costume, ir visitar uma ou outra que já não se via há mais tempo e passar algum tempo em casa dos pais.

No regresso, segunda-feira, estava ainda a fazer o trajecto aeroporto-centro de Londres, e já estava a receber novidades quanto ao trabalho. Aparentemente, uma farmácia aqui da área (a 20 km de Gloucester) anda a ter problemas sérios recentemente: várias discrepâncias nos estupefacientes que levantaram problemas com as autoridades, má gestão de stocks, procedimentos incorrectos e, obviamente, pouco pessoal (e pouco habituado a  trabalhar).

Recebi, então, uma chamada da Area Manager a perguntar se eu me importava de lhe fazer um favor. Disse-me que tinha para lá enviado um farmacêutico-extra durante dois dias para resolver o problema com os estupefacientes mas depois queria alguém para lá passar uma semana para ajudar neste novo arranque da farmácia (tem desde há uns dias um novo manager). Não dei bandeira - perguntei só no que queira que eu ajudasse - mas fiquei contente.

Fiquei contente porque, um ano depois, vejo que ela olha para a minha farmácia e sabe que o barco está bem sem mim. O trabalho flui. Os procedimentos que seguimos estão perfeitamente implementados. Neste momento o manager não é diariamente imprescindível. E fico contente porque quando precisou de alguém que ajudasse uma farmácia em dificuldades, pensou em mim. Conhece o que eu faço e gosta. Bom!

Vai ser, então, uma semana e pouco num ambiente diferente. Relato no final. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Das férias no México

Ponto prévio: as férias foram boas. Não obstante os três primeiros dias de tempestade tropical, ainda deu para apanhar um solinho, fazer vários passeios, ir uma noite a Playa del Carmen e outra a Cancún, fazer uma praiúca, descansar e umas fazer actividades radicais. Ah... e uma semana sem cozinhar, ainda para mais a comer boa comida, também não é nada de deitar fora.

Agora... são umas férias que eu nunca repetiria nem aconselho a ninguém: para quem conhece Cancún, a Riviera Maya é fraquinha. Comparar as duas é como comparar a obra-prima do mestre com a prima do mestre-de-obras: têm semelhanças mas, no fundo, não têm nada a ver. É que na Riviera Maya os resorts são desterrados, no meio do nada, afastados uns dos outros e só se de lá sai de táxi (a pagar bem), ao contrário de Cancún, em que por um dólar se vai a todo o lado. Acabámos por fazer tudo o que tínhamos planeado, mas tivémos que estar à mercê dos enganadores dos taxistas mexicanos.

E depois, já se sabe, com a qualidade de praia que tivémos no ano passado, era impossível apanhar igual...

Ainda assim, ficam alguns dos registos:






domingo, 26 de junho de 2011

Projecto para as férias

"Quero ficar contigo, agora e para sempre.
Nadar no teu corpo, eternamente.
Os teus sonhos os meus serão,
Os meus sonhos os teus serão."
Da Weasel

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Estórias III - Do México

E o videozinho que eu descobri, hoje, enquanto percorria o disco externo?

Na sequência da LP Conference 2011 e na antecipação das férias que se avizinham, não podia vir mais a propósito.


Filmado, em Junho de 2008, algures na Avenida Kukulcan, em Cancún. Um agradecimento especial ao grande Telmo Nemésio por resgistar estes momentos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

terça-feira, 21 de junho de 2011

Acabou-se o romantismo

Amor à camisola... Clube do coração... Cadeira de sonho... Tudo tanga! Afinal o dinheiro, o carcanhol, a massa, o pilim, o cacau, o caroço, a guita e o papel é que contam.

Eu também fazia o mesmo, se estivesse na Lloyds e me viesse outra empresa oferecer cinco vezes mais. Estando no Benfica, com um plantel ganhador e a dez dias de iniciar uma época em que ia limpar fácil o campeonato, dificilmente me convenciam. Mas de facto, hoje, só o adepto é que tem amor à camisola.

Como benfiquista fico feliz mas como adepto de futebol estou muito desiludido...


P.S. - Confesso que só ao procurar uma imagem para o post, reparei que o MST escreveu algo semelhante.

sábado, 18 de junho de 2011

Não vemos a hora


A maltinha do lado de cá anda a contar os dias para as férias. Mas, também, é compreensível. Senão vejamos: estamos em Junho, andamos brancos, não pára de chover, não vemos o Sol há dez dias, dormimos sempre com edredón e temos de ligar o aquecedor do quarto, todas as manhãs. Porra... no UK nem cheira a Primavera, quanto mais pensar em Verão!

Vai daí, a malta não pára de fazer contas aos dias que faltam até sábado e não vê hora de se meter no avião, daqui para fora, por uns tempos. O que só prejudica as férias, já que a expectativa, que já de si é alta por serem as férias de Verão, vai ficando ainda mais alta... Mas vai ser giro: sábado concerto do Bon Jovi, em Londres; domingo voo; depois uma semaninha de dolce fare niente e, no meu caso, ainda uma semaninha em Portugal.

E, possivelmente, algo mais. Algo que está na calha há uns tempos...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

LP Conference - Conhaque

Depois das 18h00m: hotel, banho, mudar de fato e de volta à Arena Ricoh para o jantar da empresa.

Até vir para o UK, sempre ouvi com algum fascínio os meus colegas que foram para a Indústria falarem do "jantar da empresa". Supostamente é uma coisa muito arranjadinha no início que depois descamba numa ganda festarola entre toda a hierarquia. Bom... este foi mais ou menos isso. Pelo menos a parte da festarola já que quanto à hierarquia eu estava-me bem a borrifar.  No meio de mais de mil pessoas eu quase não conhecia ninguém, portanto não sabia quem eram os meus superiores ou deixavam de ser.

E não conhecer ninguém é fantástico! Pelo menos num jantar onde depois de um cómico inglês com a sua piada nos mandam com uma hora de duas velhas estrelas pop britânicas e duas horas de DJ.

E lá andei eu... do início ao fim a dançar com ninguém e ao mesmo tempo com toda a gente. Como eu gosto... Numa espécie de estágio para o Coco Bongo, daqui a duas semanas...

domingo, 12 de junho de 2011

LP Conference 2011 - Trabalho



Sábado diferente para a Lloydspharmacy.

Dia de conferência nacional, em Coventry: uma enorme reunião entre todas as farmácias da companhia, todos os líderes regionais, todo o pessoal do Head Office e todas as chefias de topo... qualquer coisa como 1800 pessoas. Resumidamente, e para além dos milhares de libras gastos, tratou-se de um espectáculo onde o novo Managing Director da empresa e a sua equipa, nos mostraram onde está a Lloyds neste momento, qual é o contexto que nos rodeia e o que pretendem para os próximos dois anos.

O facto é que a empresa ainda dá lucro (sim... 170 milhões de libras, só em 2010, ainda permitem ao Sr. Lloyds não passar fominha) mas tem dado menos nos últimos anos, fruto de uma série de razões. E como tal, investiram neste novo MD para liderar uma espécie de revolução.

Em poucas linhas: o UK está a atravessar enormes mudanças com vista a poupar biliões de libras no Serviço Nacional de Saúde e isso tem implicado grandes cortes para as farmácias. Como tal, através de uma série novos produtos, novos serviços e, principalmente, novas formas de fazer o que fazemos diariamente, a empresa pretende estar cada vez menos dependende do Estado inglês para gerar o seu lucro.

Dos farmacêuticos, entre outras coisas, pretendem que sejam cada vez menos "máquinas de checar" e passem mais tempo com os utentes e a criar relações nas comunidades. Vamos, pois, esperar para ver se as ferramentas que supostamente nos devem libertar tempo funcionam...

E foi isto... Até às 18h00m...