segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aquela máquina

Já há primeiras impressões sobre a máquina.

Más notícias: o elemento humano continua presente. Não dá para, simplesmente, mandar lá para dentro os ingredientes inteiros, carregar nos botões e esperar que aquilo resulte num prato. Infelizmente, continuamos a ter de picar a cebola, o alho e os vegetais. E convém de ver em quando dar uma olhadela e virar a comida.

Alegrias: o trabalho que se tem é muito menor e depois de iniciado o processo, a máquina trata de quase tudo. Suja-se menos louça. A variedade de comidas que agora preparamos é muito maior: ontem, por exemplo, fiz o primeiro guisado da minha vida e hoje estamos a assar lombo!

Mas a grande, grande vantagem da máquina parece-me ser a qualidade com que a comida sai. Eu cozinho (quer dizer... desenrasco-me de modo a não passar fome) há quase quatro anos e juro que ontem fiz o meu melhor arrroz de sempre. Aquilo estava tão bom e tão solto que eu, imitando um amigo que vive actualmente no Algarve, jantei arroz... com arroz.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A cozinheira

Já chegou. Opá... já chegou! É a máquina que (nas palavras da Vanessa) vai revolucionar a nossa vida. Se 2010 foi "O ano da máquina de lavar louça", 2011 parece que será "O ano da máquina que cozinha sozinha e consegue refogar e guisar a carne, ao mesmo tempo que coze os legumes, o arroz ou a massa e que é um espectáculo e tudo e tudo e tudo".

Basicamente, foi com esta lenga-lenga que a Vanessa me convenceu a investir com ela numa espécie de Bimby-dos-pobres chamada Star Chef Deluxe. Ao que parece a sacana da máquina faz tudo sozinha: um gajo mete para lá os ingredientes, carrega numas teclas, diz a que horas quer ter o jantar  pronto e... voilá: sopa de legumes, arroz de marisco e pudim flan. Há-de ser há-de...

Mas também, por £40 a cada um, vale a pena arriscar.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sim, também trabalho

Início de ano é tempo de definição de metas na Lloyds. Hoje, então, lá esteve na farmácia o "Estado-Maior" quase todo: a Cluster Leader (que é a minha superior hierárquica directa) e o Operations Manager para falarmos um bocado sobre o orçamento de 2011, os objectivos do ano e os números a atingir; e, mais tarde, o Area Manager (que é o máximo da hierarquia com que eu contacto) e o seu superior (que é um gajo que tem um trabalho tão acima do meu, que eu já nem sei o nome) apenas para verem o funcionamento da farmácia, falarem um bocado comigo e darem aquela palmadinha nas costas.
a
O que é que quer, então, a empresa? Opá, quer o mesmo que toda a gente: quer ganhar mais, investindo menos! Quer que se produza ainda mais mas também quer gastar menos com pessoal; quer ter mais serviços mas não quer aumentar o espaço da farmácia; quer que se tenha tudo a toda a hora mas quer reduzir os stocks; quer que os utentes esperem menos mas quer que eu tenha tempo para ensinar mais coisas ao staff.

E eu fui daquela honestidade habitual com a Cluster Leader: "Sabes (é o bom do inglês: não há "tu" nem "você", só há "you") quem é a única pessoa do mundo que promete resultados antes dos campeonatos? José Mourinho... Mas ele é o Special One. Eu sou só um Ordinary One. Promessas? Só prometo que das 8h30m às 19h00m, quatro dias por semana, dou 100%." É que só visto... Há ali números que só se atingem se eu for para a rua de metralhadora obrigar as pessoas a comprar coisas na farmácia. E outros que nem de metralhadora... Só se atingem se as pessoas com que trabalho arranjarem mais dois bracinhos cada porque não será fácil esta equipa fazer mais do que já faz.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Da passagem de ano

A passagem de ano também foi gira. Fica aqui o registo.

Como tinha apenas alguns segundos de vídeo - mal e porcamente gravados com um telemóvel da década passada - acabei por usar uma artimanha cinematográfica, tecnicamente conhecida como "Encher chouriços", para ficar com mais algum tempo de fita. Quem tiver paciência para ver tudo, há-se reparar que eu ainda apareço alguns segundos...

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal 2010


Portanto a reter:

- Luvas para o frio;
a
- Dancar e cantar á vontade desde que nao se  faca mal a ninguém:
a
- Nada de gravar vídeos onde houver gelo;

- Chá e "King of Queens" antes de ir para a cama.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Em altura de balanços

Dezembro... altura dos típicos balanços dos ano, dos mais e dos menos e tudo e tudo e tudo.

Boa altura para deixar aqui, quiçá, o melhor videoclip de música do ano: "Ok Go - This too shall pass"


Entretanto hoje, depois do dia com mais neve desde que estamos em Gloucester, saí da farmácia e tinha o carro coberto por uns 5 cms de neve em todas as superfícies possíveis. Benditas caneleiras que andam na mala do carro e que, na falta de uso na Sunday League, servem brilhantemente como pás de neve.  

Escusado será dizer que o cidade toda coberta de branco está fantástica!

sábado, 18 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dezembro é para "leães"

"It's the most wonderfull time of the year..." diz uma das músicas que, invariavelmente, passam todos os dias, na rádio, nesta altura do ano... Claramente, o "camejim" que escreveu a música nunca trabalhou numa Lloyds, em pleno mês de Dezembro, senão teria antes escrito "It's the most unbelievably freakin crazy time of the year...". E é mesmo!

Pelo movimento que as farmácias têm parece que os medicamentos vão desaparecer da face do planeta amanhã e que ninguém quer ficar sem os seus. Parece mesmo o fim do mundo. Então se ao facto de ser Dezembro, juntarmos uns floquitos de neve que este ano insistem em cair, então é que o inglês se passa. O estado é quase de pânico nalgumas pessoas...

Não dá para perceber... Ainda se fosse em Portugal, onde neva de década em década, epá... ainda se percebia: é novidade, a malta pensa que vem aí o fim do mundo... tudo bem! Agora estes gajos que levam com neve todos os anos e se safam sempre, que vêem que a ilha por cá continua e que nunca há falta de nada, porquê tanto stress?

Bom... venha daí a próxima semana que essa sim, a ver pelo exemplo do que têm sido estas últimas, vai ser o "Deus-me-livre".

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Das apostas II



"Então mas tu és parvo? Achas que o Porto vai ganhar e apostas no empate?". Calma! Aposto no empate porque a odd era exagerada para aquilo que provavelmente se ia passar... em especial nos primeiros minutos de jogo. Onde um Porto com algumas caras novas, sem Hulk nem Moutinho e com o apuramento no bolso não precisava de acelerar assim tanto.

E assim foi. Começa o jogo e o Porto não marcou logo. Conclusão: o mercado começou devagarinho a "corrigir" a odd do empate. Ou seja: quanto mais os minutos passavam e o Porto não marcava, mais provável era que o empate fosse o resultado final e, por conseguinte, mais a odd do empate diminuía.

Quando a odd de apostar CONTRA o empate andava pelos 7.0 (isto foi para aí aos 15 min. de jogo) eu comprei £23.00 de aposta CONTRA o empate (ou seja, assumi a responsabilidade de pagar 7.0 x 23 = £161.00 a alguém, caso o jogo acabasse empatado, recebendo as £23.00 deste alguém caso o jogo não terminasse empatado). E, apartir deste momento, atingi um green booking: ou seja, podia desligar o computador que acontecesse o que acontecesse no Estádio do Dragão eu tinha lucro garantido. Se não vejamos: se o Porto empatasse eu ganhava £164.00 da primeira aposta, tendo de pagar £161.00 pela segunda (164.00 - 161.00 = £ 3.00 de lucro). Se o Porto não empatasse eu ganhava £23.00 da segunda aposta, perdendo as minhas £20.00 da primeira (23.00 - 20.00 = £ 3.00 de lucro). 

O lucro é baixo: certo! Mas tem que ser visto à luz do capital investido: £20.00. No fundo é um lucro de 15%... o que em cerca de 15 minutos não é mau. Então e se o Porto marcava nesses 15 minutos? Bom... esse é o risco da coisa e por isso é que é importante escolher os jogos certos (para minimizar o risco). Se o Porto marcasse, a odd do empate ia disparar e aí havia duas hipóteses ou se seguia com a aposta até ao fim (arriscando o capital de £20.00) esperando um golo do CSKA (improvável, mas que até aconteceu) ou se comprava imediatamente aposta contra o empate, com imediato prejuízo, mas minimizando as perdas. E se o CSKA marcava primeiro? Isso por acaso era bom. Quando a equipa mais fraca marca nos primeiros minutos, a odd do empate tende a descer drasticamente e isso permitiria lucros maiores.

Outro mercado muito bom (não vale a pena enumerar as razões porque isso dava para 4 ou 5 posts ainda maiores) e que é aquele onde tenho feito mais trading é o "over/under 2.5 golos". E pronto, vai dando para entreter e ver a bola: carreguei £50.00 há três semanas e tenho lá perto de £140.00... Quem quiser saber mais, procure o site ou os vídeos no Youtube de um gajo que é trader profissiona chamado Paulo Rebelo.

Das apostas I


Falemos então do novo entretém do surdo: as apostas. Não é propriamente nada de novo... há anos que mando uns "tiros" de vez em quando, mas até agora era sempre baseado na simples análise de punter: acho que se vai passar X, aposto a favor de X (sendo X um acontecimento real qualquer, em geral, o vencedor de um jogo de futebol). Nada mais simples... há mil casas de apostas por aí onde fazer isto.

Recentemente, descobri a Betfair que é a única casa que permite apostar CONTRA os acontecimentos. Ou seja, além de poder apostar que vai acontecer X, posso também apostar que X não vai acontecer. E isto, que é uma ideia tão simples, abre todo um novo mundo de possibilidades, pois cria um mercado (entre utilizadores) com compra e venda de apostas, com as odds a serem defenidas pelos próprios utilizadores. E daqui nasce o Bet-Trading que mais não é do que um forma de retirar lucro das variações que o meracdo vai sofrer (tal como a fazem os especuladores na bolsa).

Mas vamos lá ver se eu consigo explicar o que é isto do Bet-Trading, com um exemplo concreto. Ontem, por exemplo, jogava o Porto. Em casa, Liga Europa, adversário acessível... análise de punter:  provavelmente o Porto ganha! OK... Análise de trader: provavelmente o Porto ganha, sim senhor, mas o Porto já tem o apuramento garantido, segundo anunciaram vai rodar jogadores e como nem precisa desesperadamente da vitória não vai entrar "a  matar". Vamos ver como é que está o mercado: odd a favor do Porto 1.22, odd a favor do empate 8.2. Isto é um exagero para as condicionantes do jogo: é provável que o Porto ganhe, mas este empate está sobrevalorizado. Comprei £20.00 do empate a 8.2, o que significa que houve alguém que aceitou assumir a responsabilidade de me pagar £164.00 caso o jogo acabasse empatado (recebendo as minhas £20.00 caso o jogo não acabassse empatado).